Política

Regina Duarte diz que coronavírus é a ponta do iceberg da crise econômica

Atriz menospreza pandemia e se alinha a discurso de Bolsonaro, que chamou doença de ‘gripezinha’ em cadeia nacional

Jair Bolsonaro e Regina Duarte no Palácio do Planalto Foto: Marcos Corrêa/PR
Jair Bolsonaro e Regina Duarte no Palácio do Planalto Foto: Marcos Corrêa/PR
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A chefe da Secretaria Especial de Cultura do governo federal, Regina Duarte, menosprezou novamente a crise do novo coronavírus em mais uma publicação em sua rede social. Em uma imagem postada nesta quinta-feira 26, Regina associa a covid-19 à ponta de um iceberg chamado de “crise econômica”.

A publicação não está acompanhada de legenda. A posição de Regina Duarte apoia o discurso do presidente Jair Bolsonaro, que chamou a doença de “gripezinha” durante pronunciamento oficial em cadeia nacional. Na ocasião, Bolsonaro criticou os efeitos econômicos das quarentenas anunciadas pelos governadores e disse que não há razão para o “confinamento em massa”, já que o grupo de risco compreende, principalmente, os idosos.

Em outra postagem, Regina Duarte diz que o presidente da República “está certíssimo”.

Bolsonaro defende o que se chama de isolamento vertical, ou seja, que apenas os mais velhos e vulneráveis tenham restrições de circulação e que os jovens voltem a trabalhar. A proposta é criticada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em coletiva de imprensa, na quarta-feira 25, Maia questionou o governo por não sugerir de que forma proteger os idosos do contágio através dos mais jovens que voltarem à normalidade.

Já o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ajustou o seu discurso e evitou criticar a posição de Bolsonaro. Após rumores de que deixaria o cargo, Mandetta disse que vê “grande colaboração” na preocupação do presidente da República com a economia e disse que as quarentenas dos governadores são precipitadas.

Segundo secretarias de Saúde, o Brasil já contabiliza 61 mortes e 2.567 infectados pelo novo coronavírus. No mundo, a Espanha e a Itália estão entre os países que mais sofrem com a mortalidade de pacientes. Os espanhóis já registraram mais de 4 mil mortes e 56 mil casos, número superior ao visto na China, onde a pandemia iniciou.

Victor Ohana

Victor Ohana
Repórter do site de CartaCapital

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