Para David Uip, pico de coronavírus no País será em abril e maio

Infectologista fala sobre necessidade de achatar curva de infecção: 'Não tem sistema no mundo que aguente pico de ascensão de uma pandemia'

Infectologista David Uip, no microfone, ao lado do secretário estadual de Saúde, José Henrique German. Foto: Governo do Estado de São Paulo

Infectologista David Uip, no microfone, ao lado do secretário estadual de Saúde, José Henrique German. Foto: Governo do Estado de São Paulo

Saúde

O médico infectologista David Uip, que está em quarentena por ter sido contaminado pela Covid-19, alertou que o pico da epidemia do coronavírus no País acontecerá em abril em maio. Uip, que está em isolamento domiciliar, encaminhou um áudio a um grupo de promotores e procuradores de Justiça de São Paulo, onde afirma: “se as pessoas não entenderem que o confinamento neste momento é importante, nós vamos ter uma subida rápida do pico de doentes e isto vai ter repercussão em todo o sistema”.

O especialista cita grandes dificuldades nos sistemas público e privado de saúde, além de impactos na economia. “Não tem sistema [de saúde] no mundo que aguente um pico de ascensão de uma pandemia”, reforça na mensagem. Ele reforça a importância do País achatar a curva de infecção para gerar menos impacto ao sistema de saúde.

Na mensagem, o infectologista ainda fala sobre o seu estado de saúde desde que teve a confirmação de sua infecção pelo coronavírus, o que chama de “gripe seca”. “Eu pouco espirrei, eu tenho coriza nos meus olhos, mudou o meu olfato, mudou meu paladar. São sintomas que chamam a atenção de qualquer um”, afirma.

O infectologista afirma ter tido medo quando recebeu a confirmação da doença, como qualquer pessoa, e define como chata a fase de convalescença. “Eu estou enjaulado. É uma doença chata. Eu estou bem, a sensação é que estou cansado, não tenho tido febre, não tenho tosse, estou levando. Hoje e amanhã são os dias complicados, habitualmente esse vírus complica, mas estou muito bem”.

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