OMS: pandemia de Covid-19 deve acabar em “menos de dois anos”

No Brasil, aceleração dos casos se estabilizou, mas continua havendo número muito elevado de casos e de mortos, diz entidade

Foto: SILVIO AVILA/AFP

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Mundo,Saúde

A Organização Mundial de Saúde informou nesta sexta-feira 21 que a pandemia de Covid-19 deve durar “menos de dois anos” e será menos duradoura do que a gripe espanhola de 1918, que causou dezenas de milhões de mortes em dois anos.

“Esperamos acabar com essa pandemia em menos de dois anos. Acima de tudo, se conseguirmos unir esforços (…) e usar ao máximo os recursos disponíveis e torcer para que possamos ter ferramentas complementares como as vacinas, acho que podemos acabar com um período de tempo mais curto do que a gripe de 1918”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma entrevista coletiva.

Para OMS, pandemia do novo coronavírus se estabilizou no Brasil

A OMS avaliou que a situação da Covid-19 se estabilizou no Brasil e considerou que seria “um sucesso para o mundo” que o país, o mais afetado pela pandemia na América Latina, freasse a rápida transmissão do vírus.

O diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, afirmou durante coletiva de imprensa por videoconferência que houve “um claro declínio em várias partes do Brasil” dos casos da doença.

O Brasil é, depois dos Estados Unidos, o segundo país do mundo com o maior número de mortos e diagnosticados positivos com o novo coronavírus.

“A aceleração dos casos se estabilizou, mas continua havendo um número muito elevado de casos e alto demais de mortos”, afirmou Ryan a respeito do país, onde na última semana foram registrados 6.900 óbitos e 290.000 casos de Covid-19.

 

No total, mais de 112.000 pessoas morreram de Covid-19 no Brasil, onde foram detectados mais de 3,5 milhões de contágios.

“Estamos em um momento de dificuldade no Brasil, onde parece que as coisas estão sendo mais bem feitas”, disse o dirigente da OMS, expressando seu “reconhecimento aos trabalhadores sanitários e comunidades que no Brasil estão adotando as ações necessárias para estabilizar a situação”.

Ryan reconheceu, no entanto, que “a questão agora é: se trata apenas de um respiro ou esta tendência de baixa poderá ser mantida?”.

A América Latina abriga a nona parte da população mundial, mas no subcontinente foram detectados 40% dos casos de Covid-19 nos últimos meses.

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