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OMS eleva o risco de ebola na República Democrática do Congo para muito alto, o nível máximo

A organização manteve inalterado o nível de risco nas escalas regional e global

OMS eleva o risco de ebola na República Democrática do Congo para muito alto, o nível máximo
OMS eleva o risco de ebola na República Democrática do Congo para muito alto, o nível máximo
Profissionais de saúde em Rwampara, Uganda, em 17 de maio de 2026. Foto: Seros Muyisa/AFP
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A Organização Mundial da Saúde elevou o nível de risco da epidemia de ebola na República Democrática do Congo de “alto” para “muito alto” (o nível máximo) nesta sexta-feira 22, anunciou seu diretor. A organização manteve inalterado o nível de risco nas escalas regional e global.

“A epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC) está se espalhando rapidamente”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma coletiva de imprensa.

“Anteriormente, a OMS havia avaliado o risco como alto nos níveis nacional e regional, e baixo no nível global. Agora estamos revisando nossa avaliação de risco para classificá-lo como muito alto no nível nacional, alto no nível regional e baixo no nível global”, acrescentou.

“Muito alto” significa “o nível mais elevado de risco”, esclareceu um porta-voz da OMS à AFP.

A epidemia se espalhou pelas províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, divididas pela linha de frente entre as forças congolesas e o grupo armado M23, apoiado por Ruanda, que ocupa grandes extensões de território desde 2021.

Diante dessa situação, a resposta na área da saúde é difícil e levou a cenas de caos em Ituri, o epicentro da epidemia, onde a OMS enviou pessoal adicional.

Até o momento, “82 casos foram confirmados, incluindo sete mortes” na RDC, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, acrescentando que há aproximadamente 750 casos suspeitos e 177 mortes suspeitas no país.

A situação em Uganda está atualmente “estável, com dois casos confirmados e uma morte notificada”, afirmou.

O ebola causa uma febre hemorrágica mortal, mas o vírus, que provocou mais de 15.000 mortes na África nos últimos 50 anos, é menos contagioso que a Covid-19 ou o sarampo.

Na ausência de uma vacina e de um tratamento autorizado para a cepa Bundibugyo do vírus, responsável pelo surto atual, estão sendo feitos esforços para conter sua disseminação por meio de medidas de contenção e detecção rápida de casos.

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