Saúde

OMS: é possível acabar com a fase aguda da Covid em 2022, mas desigualdade vacinal é um desafio

Na África, 85% da população recebeu só uma dose da vacina, destacou a entidade nesta segunda-feira 24

Coletiva de imprensa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Foto: Reprodução/YouTube
Coletiva de imprensa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Foto: Reprodução/YouTube
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É possível acabar com a fase aguda da pandemia de coronavírus neste ano, afirmou nesta segunda-feira 24 o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, embora atualmente a Covid-19 provoque uma morte a cada 12 segundos no mundo.

“Podemos acabar com a fase aguda da pandemia este ano, podemos acabar com a Covid-19 como emergência sanitária mundial”, o nível de alerta mais alto da OMS, declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus.

No entanto, o responsável alertou que é “perigoso supor que a Ômicron (variante muito transmissível) será a última”, porque as condições são “ideais” no mundo para que outras variantes surjam, inclusive outras mais transmissíveis e virulentas.

Para acabar com a fase aguda da pandemia, os países não devem ficar de braços cruzados e são obrigados a lutar contra a desigualdade na vacinação, vigiar o vírus e suas variantes e aplicar restrições adaptadas, explicou o especialista, na abertura do comitê executivo da OMS, que se reúne toda semana em Genebra.

Na África, 85% da população recebeu só uma dose da vacina, destacou.

Há semanas, Tedros Adhanom pede insistentemente aos Estados-membros que acelerem a distribuição de vacinas aos países pobres, com o objetivo de conseguir vacinar 70% da população de todos os países do mundo em meados de 2022.

Metade dos 194 Estados-membros da OMS não alcançaram o objetivo de chegar a 40% da população vacinada no final de 2021, segundo a instituição.

Enquanto isso, o coronavírus continua fazendo vítimas. Na semana passada, uma pessoa morreu a cada 12 segundos no mundo devido à doença e a cada três segundos foram registrados 100 novos casos, segundo o diretor da OMS.

O surgimento da variante Ômicron em novembro disparou os casos. Desde então, foram contabilizados 80 milhões de novos contágios.

Mas “até agora, a explosão de casos não foi acompanhada por um aumento das mortes, embora as mortes tenham aumentado em todas as regiões, sobretudo na África, a região com menos acesso às vacinas”, segundo o responsável.

“É verdade que viveremos com a Covid (…), mas aprender a viver com ela não deve significar que temos que deixar o caminho livre. Não deve significar que temos que aceitar que 50.000 pessoas morram toda semana devido a uma doença que podemos prevenir e da qual podemos nos recuperar”, disse.

No domingo, o diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge, considerou que poderia haver uma saída da pandemia de Covid-19 na região.

Em um comunicado publicado nesta segunda 24, Kluge destacou que “a Ômicron está ultrapassando a Delta a uma velocidade sem precedentes na Europa. Menos de dois meses depois de ser encontrada na África do Sul, essa variante já representa 31,8% dos casos na região europeia, contra 15% na semana passada”, acrescentou.

Na França, que representa a maior taxa de incidência do continente, o passaporte de vacinação entrou em vigor nesta segunda e é visto como um endurecimento das normas para as pessoas que não se vacinaram contra a Covid, o que gerou forte polêmica no país.

Na China, o confinamento generalizado da cidade de Xi’an (norte) foi levantado nesta segunda-feira, informaram as autoridades, que disseram também que detectaram 72 casos de Covid-19 entre os participantes dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim (de 4 a 20 de fevereiro).

AFP

AFP
Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo. Fundada em 1835, como Agência Havas.

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