Saúde

‘Não é a Covid’: Varíola do macaco pode ser controlada, afirma OMS

‘Se implementarmos as medidas adequadas, provavelmente vamos conseguir conter isso facilmente’, diz diretora da organização

Foto: iStock
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A diretora de preparação e prevenção de epidemias e pandemias da Organização Mundial de Saúde, Sylvie Briand, acalmou os países sobre a preparação para conter a expansão da varíola do macaco. 

Nesta sexta-feira 27, durante um evento para membros da Assembleia Anual da Agência de Saúde da ONU, Briand pontuou que “se adotarmos as medidas corretas agora, podemos contê-lo [o vírus] facilmente”. 

O chefe do secretariado de varíola da OMS, Rosamund Lewis, que faz parte do Programa de Emergências da organização, acrescentou que “investigação de casos, rastreamento de contatos e isolamento em casa serão suas melhores apostas”.

Segundo o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças, há 219 casos da doença registrados no mundo. 

Até o momento, sabe-se que a varíola do macaco pode ser transmitida aos seres humanos pelo contato próximo com uma pessoa ou animal infectado, ou com material contaminado com o vírus. 

A doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama. Os primeiros sintomas incluem febre, dor de cabeça e dores musculares nas costas. Depois, surgem erupções cutâneas, lesões, pústulas e, finalmente, cascas de feridas.

Segundo a organização, a doença tem uma taxa média de mortalidade entre 3% e 6%. A maioria dos infectados se recupera em três ou quatro semanas. “Não é uma doença que deve preocupar o público geral. Não é a Covid nem outra doença que se expande rápido“, ressaltou a diretora. 

Diante desse contexto, a OMS não orientou a vacinação em massa. Mas, em alguns países, o estoque do imunizante – eficaz em 85% para prevenir a varíola do macaco – está sendo preparado.

De acordo com o Centro de Prevenção e Controle de Doenças, os Estados Unidos têm em estoque cerca de mil doses da vacina da Bavarian Nordic. A Alemanha encomendou 40 mil doses do mesmo imunizante. Os dois países afirmaram que o risco para a população ainda é baixo, mas tomaram a atitude como medida preventiva.

Com informações da AFP

Camila da Silva

Camila da Silva
Repórter e Produtora de CartaCapital

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