Ministério da Saúde zera estoque de equipamentos de proteção a profissionais de saúde

A pasta espera conseguir outros 720 milhões de produto, sendo 200 milhões de máscaras, mas ainda não há resultado das negociações

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Política,Saúde

O Ministério da Saúde está sem estoques de equipamentos de proteção individual, como máscaras e luvas, para distribuir a profissionais de saúde. A situação acontece antes do pico esperado para a proliferação da doença no País. Ao O Globo, a pasta confirmou que a expectativa é que a reposição do estoque aconteça ainda na noite desta quinta-feira 2. Nesta quinta-feira, um novo balanço do Ministério contabilizou 299 óbitos e 7910 casos confirmados.

O governo já distribuiu cerca de 40 milhões de itens de proteção aos Estados. Também anunciou no Diário Oficial da União desta quinta a compra de 15 mil respiradores do tipo “pulmonar microprocessado com capacidade de ventilar pacientes adultos e pediátricos”.

A pasta espera conseguir outros 720 milhões de produto, sendo 200 milhões de máscaras, mas ainda não há resultado das negociações.

 

Na quarta-feira 1, o ministro Luiz Henrique Mandetta afirmou que contratos do governo brasileiro com empresas da China para compras de equipamentos foram desfeitos após os Estados Unidos enviarem mais de 20 aviões cargueiros para adquirir os mesmos itens. “As nossas compras, que tínhamos expectativa de concretizar para poder abastecer, muitas caíram”, disse.  Mandetta reconheceu que o cenário de compras é inseguro.

O Ministério reconheceu em nota que “há uma demanda mundial por conta da pandemia, o que tem trazido escassez e dificuldades na produção e entrega desses insumos no cenário internacional, mesmo após a celebração de contratos”.

Ainda de acordo com a pasta, estão sendo pensadas estratégias para “permitir o maior número de participantes e ofertas de quantidades possíveis dos fornecedores”, como o fracionamento de aquisições. Diante à queda de casos na China, a indústria brasileira tem tentado importar de lá produtos hospitalares.

Uma das recomendações, em meio ao cenário, foi para que a população pare de comprar máscaras descartáveis e faça a sua própria peça de proteção, com pano e elástico.

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