Ministério da Saúde recua e mostra dados acumulados da covid-19

Site voltou a exibir informações após ordem do Supremo Tribunal Federal (STF)

O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello. Foto: Erasmo Salomão/MS

O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello. Foto: Erasmo Salomão/MS

Saúde

O Ministério da Saúde voltou a informar, na íntegra, os dados sobre o coronavírus no site oficial voltado para a pandemia. As estatísticas foram colocadas no ar, novamente, nesta terça-feira 9.

Ao longo da crise sanitária, o Ministério da Saúde informava o índice de mortes “confirmadas” por dia e omitiu o total de mortes e de casos no país. No entanto, após pressões do presidente Jair Bolsonaro, a pasta adotou o método de relatar somente os números de mortes “ocorridas” por dia.

O governo federal, então, passou a ser suspeito de tentar maquiar os dados sobre o coronavírus. O escândalo se elevou quando Bolsonaro afirmou que “acabou o Jornal Nacional“, reforçando a tese de que os atrasos na divulgação dos números representaria uma tentativa de driblar o horário dos telejornais.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou então que o governo retomasse os métodos anteriores de divulgação das informações. O magistrado atendeu a ações dos partidos de oposição PSOL, PCdoB e Rede Sustentabilidade. Após o mandado da Corte, o Ministério da Saúde recua e apresenta novamente as informações no site https://covid.saude.gov.br/.

No entanto, o Congresso Nacional já informou que vai ignorar a contagem do governo Bolsonaro. Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), os parlamentares seguirão os números dos estados e municípios. Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cobrou credibilidade na disposição das informações e afirmou, em tom de crítica, que “brincar com a morte é perverso”.

Em depoimento na Câmara dos Deputados, o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, defendeu-se e afirmou que o governo não tem a intenção de esconder mortos. Segundo ele, o Executivo busca inaugurar uma plataforma com mais detalhes.

Junte-se ao grupo de CartaCapital no Telegram

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem