Política

Lula lança Rede Nacional de Hospitais Inteligentes e cobra urgência na execução do projeto

O presidente espera que ministérios e o Banco do Brics acelerem a liberação de recursos para obras do ‘SUS Inteligente’

Lula lança Rede Nacional de Hospitais Inteligentes e cobra urgência na execução do projeto
Lula lança Rede Nacional de Hospitais Inteligentes e cobra urgência na execução do projeto
Da esquerda para a direita: o ministro da Casa Civil, Rui Costa; a presidente do Banco dos Brics, Dilma Rousseff; o presidente Lula; a médica cardiologista Ludhmila Hajjar; o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan; e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Lula (PT) lançou nesta quarta-feira 7 a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS, um projeto que busca levar monitoramento remoto e integração em tempo real ao sistema público de saúde. 

Durante o anúncio, Lula fez cobranças diretas a integrantes do governo e à presidenta do Banco do Brics, Dilma Rousseff (PT), para acelerar a liberação de recursos e a execução das obras.

“Dilma, libere esse dinheiro logo. Segundo, Dario [Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda], receba logo e libere logo. [Alexandre] Padilha, execute a obra o mais rápido possível”, demandou o presidente, defendendo que etapas já concluídas ou quase finalizadas devem entrar em funcionamento imediatamente. 

Segundo Lula, parte das 14 UTIs inteligentes já está estruturada e equipada, aguardando apenas adaptações para o pleno uso da tecnologia embarcada.

O projeto se divide em três frentes: implantação das 14 UTIs inteligentes nas cinco regiões do País; construção do primeiro hospital inteligente do SUS em São Paulo; e modernização de unidades de referência como Unifesp, Hospitais Federais do Rio, Instituto do Cérebro e Grupo Hospitalar Conceição.

A unidade de São Paulo será o núcleo mais avançado. A obra será financiada com contrato de 1,7 bilhão de reais firmado com o Brics. O hospital ocupará 150 mil m² e terá 800 leitos — sendo 305 de UTI — e capacidade de atender 200 mil pacientes por ano em emergências de alta complexidade. 

O projeto inclui 25 salas cirúrgicas, setores de neurologia e trauma, e ambientes automatizados. Todo o fluxo clínico será integrado por inteligência artificial e ambulâncias conectadas via 5G, permitindo que informações de pacientes cheguem ao hospital antes mesmo da equipe.

Lula enfatizou que a tecnologia precisa servir especialmente à população que depende exclusivamente do SUS. Ao relembrar a cirurgia na cabeça pela qual teve de passar em dezembro de 2024, destacou desigualdades no acesso à saúde de alta complexidade. “Se isso aconteceu com o presidente, imagina o coitado do povo.”

Ele relatou que, mesmo em Brasília, precisou ser transferido às pressas para São Paulo após um diagnóstico de excesso de líquido no crânio. “Eu estava na capital do País e disseram que eu tinha que ir para São Paulo. Tive que esperar três horas na emergência e depois viajar mais uma hora e meia.”

Para Lula, o SUS Inteligente representa um avanço estrutural que deve reduzir desigualdades e garantir dignidade no atendimento. “Quem tem dinheiro, quando tem doença, pega um avião e vai para qualquer lugar do mundo. Mas o pobre não tem avião. Ele tem o ônibus. Ele tem o Samu”, completou.

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