Hidroxicloroquina é ineficaz contra covid-19, aponta maior estudo feito até agora

Pacientes com coronavírus tratados com a substância não mostraram menor necessidade de ventiladores ou menor risco de morte

Laboratório de pesquisa do coronavírus. Foto: Paula Fróes/GOVBA

Laboratório de pesquisa do coronavírus. Foto: Paula Fróes/GOVBA

Saúde

Um estudo liderado por cientistas da University of Columbia e publicado no periódico científico New England Journal of Medicine, na quinta-feira 7, aponta que pacientes positivos para coronavírus e tratados com hidroxicloroquina não apresentam resultados melhores do que aqueles que não recebem o medicamento.

A análise foi feita com mais de 1300 pessoas, tornando o estudo sobre os efeitos da droga o maior já publicado até agora.

De um total de 1376 pacientes admitidos no hospital entre 7 de março e 8 de abril de 2020, os pesquisadores avaliaram, por 18 dias, 60% deles que receberam o tratamento pela substância em um período de cinco dias.

A conclusão foi a de que os pacientes não mostraram menor taxa de necessidade de ventiladores ou menor risco de morte durante o período do estudo em comparação com as pessoas que não receberam a droga.

O estudo não entende que deva valer como regra para descartar benefícios ou danos do tratamento com hidroxicloroquina, considerando “o desenho observacional e o intervalo de confiança (estimativa por intervalo de um parâmetro populacional desconhecido) relativamente amplo”, mas atesta que os resultados “não apoiam o uso de hidroxicloroquina fora de ensaios clínicos randomizados que testam sua eficácia no momento”.

Em declaração ao site Time, o chefe da divisão de medicina pulmonar, de alergia e cuidados intensivos na universidade, Neil Schluger, declarou que  “embora faltem alguns critérios, o grande número de pacientes envolvidos sugere resultados sólidos. Não achamos, neste momento, dada a totalidade das evidências, que seja razoável administrar esse medicamento rotineiramente aos pacientes. Não vemos a justificativa para fazer isso”.

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