Política
Governo federal anuncia plano nacional para combate à dengue
A proposta, que terá investimento de 1,5 bilhão, também pretende reduzir casos e óbitos decorrentes da Chikungunya, Zika e febre Oropouche
O governo federal anunciou, nesta quarta-feira 18, um plano nacional de enfrentamento à dengue e demais arboviroses, como chikungunya, Zika e febre Oropouche. O plano prevê um investimento da ordem de 1,5 bilhão de reais.
As ações estarão a cargo do Ministério da Saúde e têm como propósito reduzir os casos prováveis das doenças, além dos óbitos. Para tanto, é prevista uma mobilização nacional que envolva não só o governo federal, mas os estados, municípios, a sociedade civil e os trabalhadores da saúde.
A proposta prevê introduzir no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), novas tecnologias de controle vetorial nos municípios, preparar a rede de atenção à saúde para atendimento dos casos e garantir o abastecimento de insumos necessários.
O plano se estrutura em seis frentes de atuação:
- prevenção;
- vigilância;
- controle vetorial;
- organização da rede assistencial;
- preparação e respostas às emergências;
- e comunicação e participação comunitária.
Durante a apresentação da proposta, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou os desafios do País, sobretudo em mitigar os casos da dengue.
“Tivemos 6,5 milhões de casos prováveis da doença em 2024, um aumento de três vezes do que ocorreu em 2023”, destacou a ministra, enfatizando a urgência de ações de curto prazo. “Um dos grandes problemas que enfrentamentos é que nem todos os estados e municípios sabem cuidar dessas doenças”, acrescentou, ao informar que o plano prevê comitês de apoio aos gestores estaduais e municipais.
O presidente Lula (PT) reforçou que o desafio não é apenas da área da Saúde, mas de toda a sociedade. “A saúde vai fazer a parte dela, mas nós precisamos nos corresponsabilizar”, declarou. “Os mosquitos estão na casa de cada um de nós, não é só na casa dos pobres, também estão na casa de quem tem poder aquisitivo melhor, quem tem piscina abandonada, vaso com água empoçada, pneu do carro com água. O que nos queremos é passar a ideia de que cada cidade brasileiro é seu próprio médico no caso do combate a dengue”, disse, ao reforçar cuidados que podem ser tomados em cada residência.
“A gente quer ter o verão com menos dengue na história desse País”, finalizou o presidente, ao também reforçar a necessidade de que a campanha seja veiculada nos diversos meios de comunicação do País.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
As pautas do novo telefonema entre Lula e Putin, segundo o governo
Por CartaCapital
Acordo de Lula encerra impasse de 40 anos entre militares e quilombolas por Alcântara
Por Wendal Carmo
Governo Lula anuncia a liberação de R$ 514 milhões para o combate aos incêndios
Por Gabriel Andrade



