Saúde

Governo descarta um dos casos suspeitos de ebola no Brasil

A cepa do vírus responsável pelo surto atual na África Central é chamada Bundibugyo. Não existe vacina nem tratamento específico para tal variante

Governo descarta um dos casos suspeitos de ebola no Brasil
Governo descarta um dos casos suspeitos de ebola no Brasil
Profissionais de saúde recebem spray com desinfetante após contato com o corpo de uma pessoa suspeita de ter morrido de ebola, na RDC, em 25 de maio de 2026. Foto: Glody Murhabazi/AFP
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As autoridades sanitárias anunciaram neste domingo 31 que dois homens com sintomas compatíveis com ebola estão em isolamento preventivo em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas descartaram a presença do vírus em um deles.

O Brasil reforçou as medidas de precaução após o registro, no sábado, dos dois casos suspeitos, em um momento de preocupação com a propagação de um surto mortal do vírus na África Central.

O Ministério da Saúde informou que “não há confirmação” do vírus em nenhum dos dois casos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou em 17 de maio uma emergência de saúde pública de importância internacional, seu segundo nível mais alto de alerta, diante do surto de uma rara cepa de ebola que afeta a República Democrática do Congo (RDC) e a vizinha Uganda.

No Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) anunciou que está isolado um homem procedente de Uganda, que entrou no Brasil em 22 de maio, após apresentar “sintomas virais como tosse, calafrios e diarreia”.

Ele foi diagnosticado com malária, mas os exames “apresentaram resultado negativo para ebola”.

Ainda assim, as autoridades assinalaram que o paciente “permanece em isolamento” enquanto a investigação é concluída.

Em São Paulo, um homem de 37 anos que esteve na RDC “apresentou sintomas compatíveis” com “febres hemorrágicas virais”, informou o ministério em nota, sem especificar a data de entrada do indivíduo em território brasileiro.

Ele foi internado e entubado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, para onde chegou em “estado grave, com diarreia, desorientação e rápida piora clínica”.

O homem testou positivo para um caso grave de meningite e permanece isolado enquanto “continua sob investigação para ebola”.

A SES-SP ressaltou que “o risco de transmissão da doença no Brasil e na América do Sul é considerado baixo”.

Mais de 1.000 casos suspeitos de ebola na RDC foram notificados desde que o surto foi declarado no país em 15 de maio, incluindo quase 250 mortes, informou na quinta-feira o Centro Africano para o Controle e a Prevenção de Doenças, a agência de saúde da União Africana.

Uganda confirmou dois novos casos desta febre hemorrágica altamente contagiosa na sexta-feira, elevando o total para nove, incluindo uma morte, desde 15 de maio.

A cepa do vírus responsável pelo surto atual é chamada Bundibugyo. Não existe vacina nem tratamento específico para tal variante.

O vírus é transmitido entre pessoas por meio de fluidos corporais ou da exposição ao sangue de infectados, que só são contagiosos depois que apresentam sintomas. O período de incubação pode durar até 21 dias.

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