Política
Governo de SP prorroga a fase emergencial até o dia 11 de abril
A fase mais restritiva do plano estadual se mantém em um cenário de recorde de mortes por Covid-19
O governo de São Paulo prorrogou até o dia 11 de abril a fase emergencial em todo o estado, devido ao avanço da Covid-19 e ao iminente colapso da rede de saúde. Inicialmente, a medida seria válida até o dia 30 de março.
“Nós esperamos, acreditamos que ao longo desse período vamos começar a observar uma redução progressiva no número de casos graves, consequentes tanto dessas medidas, como também do efeito protetor de toda a vacinação”, afirmou o coordenador do Centro de Contingência da Covid-19, o médico Paulo Menezes, durante coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira 26.
Nas últimas 24 horas, o estado de São Paulo bateu novo recorde em número de óbitos pelo novo coronavírus: 1193. Além do número de mortes, o estado tem 1.500 pacientes com Covid-19 à espera de leitos de UTI.
O que está proibido
No período, não estão autorizados: academias, igrejas e atividades religiosas, campeonatos esportivos, salões de beleza, cinemas, teatros, shoppings, lojas de rua (incluindo lojas de material de construção), concessionárias, escritórios, parques, clubes e praias.
O que pode funcionar, com restrições
Na fase emergencial, escolas podem funcionar apenas para oferta de merenda. Estão liberados para funcionamento hospitais, clínicas, farmácias, dentistas e estabelecimentos de saúde animal (veterinários); além de supermercados, hipermercados, açougues, lojas de suplemento e feiras livres. Bares, lanchonetes e restaurantes só podem atuar por delivery ou com entregas a clientes via drive thru. As padarias e mercearias podem funcionar, sem servir refeições em seus interiores, e também podem operar por delivery das 20h às 5h.
Também está liberado o funcionamento de cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis, empresas de locação de veículos, oficinas de veículos, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega, estacionamentos, serviços de segurança pública e privada, construção civil e indústria, meios de comunicação, empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens.
Além de atividades como lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica e bancas de jornais.
O governo do estado também reforça a recomendação de escalonamento de horários de entrada de trabalhadores de atividades essenciais para evitar aglomerações no transporte público.
Os horários indicados são das 5h às 7h para entrada e das 14h às 16h para saída de profissionais da indústria; entrada das 7h às 9h e saída das 16h às 18h para os de serviços; e entrada das 9h às 11h e saída das 18h às 20h para os do comércio.
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