Fundo russo anuncia que pedirá uso emergencial da Sputnik V no Brasil nesta semana

RDIF também divulga acordo para fornecer 10 milhões de doses ao País ainda no primeiro trimestre de 2021

Foto: AFP

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Saúde

O Fundo Russo de Investimentos Diretos informou nesta quarta-feira 13 que pedirá ainda nesta semana à Agência Nacional de Vigilância Sanitária o aval para uso emergencial da vacina Sputnik V, a primeira registrada contra a Covid-19.

 

 

Em nota, o fundo afirmou que a solicitação de registro se dá após a aprovação em países como Argentina, Bolívia, Argélia, Sérvia e Palestina. No comunicado, os russos destacam que a eficácia do imunizante é “superior a 90%, com proteção completa contra casos graves de Covid-19”.

O RDIF, na sigla em inglês, também comunicou que, em parceria com a União Química, fornecerá dez milhões de doses da vacina ao Brasil no primeiro trimestre de 2021, com início da distribuição ainda neste mês.

“O acordo foi alcançado na reunião entre o CEO do Fundo Russo de Investimentos Diretos, Kirill Dmitriev, e o presidente da União Química, Fernando De Castro Marques, hoje. As partes discutiram os principais pontos de cooperação na vacina Sputnik V e outras medidas conjuntas para combater a pandemia”, informaram os russos.

Segundo Dmitriev, a União Química foi “um dos primeiros parceiros no mundo” a demonstrar interesse pela vacina.

“Do nosso lado, estamos prontos para uma cooperação em larga escala, no abastecimento e na produção, para iniciar a vacinação da população do Brasil o mais rápido possível. A Sputnik V é uma vacina segura e eficaz criada em uma plataforma comprovada e bem pesquisada de vetores adenovirais humanos. Vários países da América Latina já estão vacinando pessoas com a Sputnik V e esperamos que o Brasil se junte a eles nas próximas semanas”, acrescentou o CEO do fundo.

 

Decisão sobre Coronavac e imunizante de Oxford sai no domingo

A Anvisa informou na terça-feira 12 que está prevista para o próximo domingo 17 a reunião da Diretoria Colegiada que decidirá sobre os pedidos de autorização para uso emergencial da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, e do imunizante de Oxford, sob responsabilidade da Fiocruz.

Será o penúltimo dia do prazo estabelecido pela Anvisa para analisar os pedidos.

“Para tanto, faz-se necessária a entrega, em tempo hábil para análise, dos documentos faltantes e complementares”, informou a agência em nota.

 

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Editor do site de CartaCapital

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