Fiocruz pede registro definitivo da vacina de Oxford à Anvisa

Para a presidente da fundação, Nísia Trindade Lima, 'este é mais um passo fundamental no enfrentamento à pandemia'

Foto: AFP/University of Oxford/John Cairns

Foto: AFP/University of Oxford/John Cairns

Saúde

A Fundação Oswaldo Cruz submeteu nesta sexta-feira 29 à Agência Nacional de Vigilância Sanitária o pedido de registro definitivo da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca.

 

 

 

Em nota, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, afirma que “este é mais um passo fundamental no enfrentamento à pandemia e dará à população brasileira um amplo acesso à vacina, que será distribuída pelo Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde”.

De acordo com a fundação, o pedido de registro definitivo resulta de um processo iniciado em junho do ano passado, por meio da chamada submissão contínua, mecanismo que permite agilizar a análise da documentação.

No dia 17 de janeiro, a Fiocruz obteve autorização da Anvisa para o uso emergencial de dois milhões de doses da vacina de Oxford importadas da Índia. Quando receber o Ingrediente Farmacêutico Ativo, insumo que virá da China e é indispensável para a produção do imunizante, a fundação diz que “poderá escalonar as entregas para atingir a marca de 50 milhões de doses até abril e 100,4 milhões de doses até julho de 2021”.

A Fiocruz informa ainda que no segundo semestre deste ano não será mais necessária a importação do IFA, que passará a ser produzido no Brasil após a conclusão da transferência de tecnologia.

De agosto a dezembro, segundo a projeção da fundação, serão produzidas mais 110 milhões de doses da vacina em solo brasileiro.

 

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