Enquanto Queiroga recua, mais de 10 países, incluindo potências, avançam na vacinação de adolescentes

Na última segunda, o Chile se tornou o primeiro país da América da Sul a iniciar a imunização de crianças a partir 6 anos

Profissional de saúde manuseia vacina da Pfizer. Foto: Thomas Lohnes/AFP

Profissional de saúde manuseia vacina da Pfizer. Foto: Thomas Lohnes/AFP

Saúde

O Ministério da Saúde recuou e, por meio de uma nota técnica divulgada na quarta-feira 15, decidiu não recomendar a vacinação contra a Covid-19 de adolescentes sem comorbidades. Enquanto isso, mais de dez países, incluindo potências econômicas, avançam na imunização de jovens entre 12 e 17 anos.

 

 

Pelo menos 12 países já autorizaram ou iniciaram a vacinação de adolescentes, independentemente de comorbidades: Alemanha, Bahrein, Canadá, Chile, Cuba, Estados Unidos, Equador, França, Hungria, Israel, Itália e Portugal.

Nesta quinta-feira 16, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, argumentou que a decisão de limitar a imunização de adolescentes aos grupos prioritários se explica por uma suposta falta de evidências consolidadas sobre o benefício da vacinação para esse grupo.

A pasta alega que monitora a morte de um adolescente no estado de São Paulo. Ele morreu após receber o imunizante da Pfizer, mas não há qualquer conclusão sobre a relação ou se ele apresentava comorbidades.

Na última segunda-feira 13, o Chile se tornou o primeiro país da América da Sul a iniciar a vacinação de crianças a partir de 6 anos. O imunizante escolhido foi a Coronavac.

Ao celebrar o início da campanha, a subsecretária de Saúde Pública do país, Paula Daza, afirmou que “as crianças também podem adoecer” e que “12% dos casos que tivemos até metade do ano foram em menores de 18 anos”.

Em 28 de maio, a União Europeia aprovou o uso da vacina da Pfizer em adolescentes a partir de 12 anos. No Brasil, a Anvisa já avalizou, em junho, a aplicação do imunizante no mesmo grupo etário.

 

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