Cidades paulistas montam hospitais e tendas para atender epidemia

Prefeituras anunciaram instalação de novos espaços para lidar com aumento de fluxo de pacientes

O estado de São Paulo concentra maioria dos casos de coronavírus no Brasil. Foto: Nelson Almeida/AFP

O estado de São Paulo concentra maioria dos casos de coronavírus no Brasil. Foto: Nelson Almeida/AFP

Saúde

Prefeituras no estado de São Paulo anunciaram a instalação de hospitais de campanha como ação de combate ao novo coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde, a unidade federativa concentra 459 casos e 15 óbitos pela doença, maior índice no país.

Na capital, o prefeito Bruno Covas (PSDB) instala dois mil leitos de baixa complexidade para atender pacientes com suspeitas da infecção. Nesses espaços, será possível fazer o acompanhamento da população que não se encontra em alto risco, mas que precisa de atenção do poder público, segundo Covas.

O estádio do Pacaembu recebe 200 leitos que devem ficar prontos em duas semanas. No Anhembi, serão 1.800 vagas disponíveis em menos de um mês. Novas estruturas também podem ser montadas em outras regiões da cidade.

Em São João da Boa Vista, um hospital de campanha é construído para atendimento exclusivo a casos suspeitos. A iniciativa parte de uma ação conjunta entre a prefeitura da cidade e o Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino (Unifae).

Segundo a prefeitura, o hospital é formado por 15 contêineres cedidos pela faculdade. Cada um tem a medida de 6 x 3 metros, com janela, banheiro e ar-condicionado, abrigando consultórios, salas de triagem, recepção, sala de observação e sala de paramentação.

O hospital ficará ao lado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. A montagem deve ficar pronta na sexta-feira 27, segundo declara o Departamento de Saúde. Ainda é necessário escalar o número de profissionais de saúde para atuarem na unidade.

Em Campinas, a prefeitura instala, a partir desta semana, tendas nos Centros de Saúde para fazer a triagem das pessoas que procurarem pelo serviço. Os locais não farão atendimento de doentes, mas sim uma pré-triagem.

Desse modo, o objetivo é fazer com que somente as pessoas em situações mais graves procurem as unidades de saúde. As medidas foram anunciadas na quinta-feira 19, pelo prefeito Jonas Donizette (PSB). A cidade tem 9 casos confirmados do novo coronavírus.

A prefeitura de Valinhos também anunciou a montagem de duas tendas do Exército ao lado da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da cidade, na sexta-feira 20. Os equipamentos serão usados como apoio para atendimento na unidade com o aumento possível dos casos suspeitos de coronavírus.

As tendas devem ficar prontas até segunda-feira 23, mas só devem entrar em operação em caso de aumento do fluxo de pessoas. No caso de movimento normal, a ideia é usar esses locais para fazer triagem e encaminhamentos de pacientes.

Duas tendas estão sendo montadas ao lado da UPA de Valinhos nesta sexta-feira (20), para apoio aos atendimentos na…

Posted by Prefeitura de Valinhos on Friday, March 20, 2020

Outras cidades também providenciam mais espaço para leitos. O município de Bauru deve ganhar mais 222 leitos no Hospital das Clínicas, da Universidade de São Paulo (USP). O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB) autorizou a liberação de 2,5 milhões de reais para comprar ou alugar equipamentos para ajudar no diagnóstico de casos suspeitos.

Em Botucatu, o Hospital das Clínicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) reservou um andar do seu novo prédio dos Ambulatórios de Especialidades, para atender pacientes encaminhados de outros serviços de saúde.

Neste sábado 21, o governador João Doria (PSDB) decretou quarentena no estado. A medida entra em vigor a partir da terça-feira 24.

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Repórter do site de CartaCapital

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