Causa da morte de voluntário da vacina Coronavac foi suicídio, diz TV

Laudo do IML que confirma a causa da morte deve ser divulgado às 17h desta terça-feira 10

O governador de SP, João Doria, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e representante do laboratório Sinovac durante assinatura de acordo no Palácio dos Bandeirantes — Foto: Reprodução/TV Globo

O governador de SP, João Doria, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e representante do laboratório Sinovac durante assinatura de acordo no Palácio dos Bandeirantes — Foto: Reprodução/TV Globo

Saúde

O Instituto Butantan esclareceu nesta terça-feira 10 que a morte de um voluntário que participava dos testes da Coronavac não teve relação com a vacina. A informação preliminar é de que o voluntário tirou a própria vida, de acordo com a TV Cultura. A previsão é de que o laudo do IML que confirma a causa da morte seja divulgado às 17h.

 

 

 

“Nós estamos tratando aqui de um evento adverso grave que não tem relação com a vacina. Essa informação está disponível à Anvisa desde o dia 6, quando foi notificado o evento adverso grave”, afirmou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, em coletiva na manhã desta terça.

O secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, reafirmou a segurança da vacina e em tranquilizar os voluntários.

“Tranquilizo, reforço, a todos os voluntários que estão em curso da fase clínica que esta vacina é segura. Estamos a favor da vida, da verdade e da transparência, não havendo nenhuma disputa por vacinas; nós estamos lutando e preservando a vacina. Os estudos sempre estiveram e sempre estarão abertos a todos, para que dessa formam garantam uma segurança ao que se propõe, seja como medicamento e, nesse caso, como vacina”, acrescentou.

O coordenador executivo do Centro de Contingência contra a Covid-19, João Gabbardo, declarou ser “impossível que um medicamento possa ter causado uma vertigem em um paciente, supostamente atropelado, quase um mês depois de ter tomado o medicamento. Isto, mesmo sem poder dar mais detalhes, estabelece uma questão temporal em relação ao uso da vacina ou do placebo e o evento adverso que aconteceu”

Na noite da segunda-feira 9, a Agência Nacional de Saúde (Anvisa) anunciou a suspensão dos testes da vacina contra a Covid-19 produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech. No mesmo dia, o governo de São Paulo havia anunciado a chegada de milhares de doses do imunizante no próximo dia 20.

O presidente Jair Bolsonaro comentou o fato nas redes sociais e, sem nenhuma evidência, disse que “a vacina que o Doria queria obrigar a todos os paulistanos a tomá-la” causaria “morte, invalidez e anomalia” – nenhum atrelado a qualquer vacina em fase de testes no Brasil até o momento.

 

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