Saúde

Brasil tem maior número de mortes por dengue desde 2015

O número registrado em 2022 é 293% maior que o registrado durante todo o ano passado, quando foram apenas 246 mortes

Foto: Reprodução
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O Brasil acumula 968 óbitos em decorrência da dengue este ano. É o mais alto registro desde 2015, quando o País atingiu o recorde histórico de 986 mortes em decorrência da doença. O levantamento consta no último boletim epidemiológico sobre arboviroses divulgado pelo Ministério da Saúde.

A expectativa é que o País supere o recorde até o final do ano, com base no avanço das mortes nas últimas semanas.

Há uma disparada em relação aos óbitos. O número registrado no ano é 293% maior que o registrado durante todo o ano passado, quando foram apenas 246 mortes. Os estados com mais registros neste ano são São Paulo (275), Goiás (149), Paraná (108), Santa Catarina (88) e Rio Grande do Sul (66).

O boletim também aponta para um crescimento de casos no País. Até o dia 12 de novembro foram 1.378.505 casos prováveis de dengue no Brasil, um aumento de 180,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

A região mais acometida pela doença é o Centro-Oeste com uma incidência de 1.955,6 casos a cada 100 mil habitantes. A região Sul aparece na sequência com 1.038,5; a Sudeste, com 504,4; a Nordeste, com 413,6; e a Norte, com 240,5 diagnósticos por 100 mil pessoas.

Especialistas da área da saúde chamam a atenção para as medidas de contenção da doença, que passa por diminuir a reprodução do agente transmissor da doença, o mosquito Aedes aegypti, que precisa de água parada depositar seus ovos. São orientações verificar recipientes com líquidos, como caixas d’água abertas, vasos de plantas, garrafas e pneus, e eliminar o acúmulo. Também faz parte das recomendações não deixar concentrar o lixo e utilizar repelente em áreas de grande exposição a mosquitos são formas eficientes de evitar a doença.

Há uma vacina para a doença, restrita a clínicas particulares, e focada em evitar reinfecções, em pessoas já contaminadas anteriormente e que costumam desenvolver quadros mais graves. O público, portanto, é restrito, apenas pessoas de 9 a 45 anos que já foram contaminadas anteriormente, não sendo, portanto, a principal estratégia de combate ao vírus.

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