Brasil excluiu a Rússia de MP que previa acelerar liberação de vacinas

A vacina russa Sputnik V é uma das que está com documentação em trâmite na Anvisa

Foto: AFP

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Saúde

O governo federal excluiu a Rússia do texto da Medida Provisória que previa uma lista de países cujas agências regulatórias poderiam ser utilizadas como base para liberar vacinas com mais rapidez. As informações são do jornal O Globo.

A vacina russa Sputnik V é uma das que está com documentação em trâmite na Anvisa.

 

 

O documento, editado no dia 6 de janeiro pelo presidente Jair Bolsonaro e mais quatro ministros, destoou da versão preliminar de 29 de dezembro que incluía o Ministério da Saúde da Rússia.

O texto anterior explicitava a necessidade de ampliar a lista de instâncias internacionais para que o governo brasileiro tivesse mais opções de compra da vacina no exterior.

A referência à Rússia, no entanto, foi suprimida na versão final do texto, que incluiu o Reino Unido na lista em que já figuravam Estados Unidos, China, União Europeia e Japão, cuja aprovação de vacina contra a Covid-19 serviria como base para a Anvisa conceder autorização excepcional de vacinas contra Covid-19.

A exclusão da Rússia, de acordo com a reportagem, expõe as idas e vindas do governo sobre o processo de compra de vacinas no exterior e suprimiu um artifício que poderia acelerar a análise da Sputnik V pela Anvisa.

A União Química, farmacêutica responsável pela Sputnik V no Brasil, entrou com pedido de uso emergencial para uso da vacina à Anvisa no dia 16 de janeiro, mas os documentos foram devolvidos por não atenderem aos “requisitos mínimos” da agência. Desde então, outras tratativas seguem acontecendo, ainda sem evoluções. A última agenda aconteceu na segunda-feira 25.

A O Globo, o diretor de negócios internacionais da farmacêutica, Rogério Rosso, afirmou que, caso autorizada pela Anvisa, a União Química pretende fornecer 150 milhões de doses da Sputnik V ao Brasil ao longo de 2021.

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