Saúde

Anvisa libera 1ª fase de teste de medicamento que promete recuperar lesões na medula

Etapa vai estudar eventuais efeitos colaterais do remédio em cinco pacientes

Anvisa libera 1ª fase de teste de medicamento que promete recuperar lesões na medula
Anvisa libera 1ª fase de teste de medicamento que promete recuperar lesões na medula
Foto: Rafa Neddermeyer/AFP
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta segunda-feira 5, o início de um estudo clínico sobre um medicamento que promete regenerar lesões na medula. O remédio tem como base a polilaminina, substância feita a partir de uma proteína retirada da placenta.

Com a liberação, cinco pacientes participarão da fase 1 dos testes clínicos, que tem como objetivo avaliar a segurança da substância. Os locais do estudo ainda serão definidos pela empresa patrocinadora. Para participar desta primeira fase de testes, os pacientes devem ter entre 18 e 72 anos, apresentar lesão medular completa entre as vértebras T2 e T10 ocorrida há menos de 72 horas e possuir indicação cirúrgica.

Nesta fase, que dura ao menos seis meses, o principal objetivo é verificar se o tratamento apresenta possíveis riscos aos participantes. A partir dos resultados, poderão ser adotadas estratégias para reduzir esses riscos ou, caso seja necessário, reavaliar a continuidade do estudo.

Dependendo dos resultados, o estudo poderá avançar para as fases 2 e 3, que têm como objetivo comprovar a eficácia do tratamento.

O que se sabe até agora é que a substância já foi aplicada em pequenos grupos em caráter experimental, dentro de protocolos acadêmicos. O composto também foi aplicado em cães com lesão medular crônica, evidenciando melhora progressiva de movimento, sem efeitos colaterais graves.

Segundo os pesquisadores da Universidade Federal do Rio do Janeiro (UFRJ), que lideram o estudo, alguns voluntários que haviam perdido completamente os movimentos abaixo da lesão recuperaram parte da mobilidade. Além disso, também foi registrado relatos de que pequenos movimentos passaram a ter ganhos mais amplos, como controle de tronco e até passos com auxílio.

Eles também ressaltam que a expectativa é que, combinada a outras abordagens, como técnicas cirúrgicas adequadas, o tratamento com a substância ajude a restaurar parte da comunicação entre neurônios danificados.

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