Agência europeia fala em possível ligação entre vacina da AstraZeneca e coágulos

O balanço entre riscos e benefícios permanece 'positivo', de acordo com um comunicado

Foto: Jens Schlueter/AFP

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Saúde

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) estimou nesta quarta-feira 7 que os coágulos sanguíneos sofridos por pessoas vacinadas com o imunizante anticovid da AstraZeneca devem ser considerados um efeito colateral “muito raro” do medicamento.

A EMA estabeleceu “uma possível ligação com casos muito raros de coágulos sanguíneos incomuns, juntamente com níveis baixos de plaquetas sanguíneas”, pelo que considera que o balanço entre riscos e benefícios permanece “positivo”, de acordo com um comunicado.

A diretora-executiva da EMA, Emer Cooke, explicou, em uma entrevista coletiva virtual, que não foram identificados fatores de risco específicos como “idade, sexo, ou antecedentes médicos”.

“Uma explicação plausível para estes raros efeitos colaterais é uma resposta imunológica à vacina”, acrescentou Cooke, ressaltando que a vacina é “muito eficaz” e “salva vidas”.

Vários países europeus suspenderam o uso da vacina do laboratório anglo-sueco AstraZeneca pelo surgimento de casos de coágulos sanguíneos em pessoas vacinadas.

O regulador europeu com sede em Amsterdã havia garantido, anteriormente, que a vacina não estava ligada a um risco mais elevado de coágulos. A agência acrescentou, no entanto, que não podia “excluir definitivamente” uma relação causal.

Os ministros da Saúde da União Europeia (UE) devem se reunir por videoconferência a partir das 16h GMT (13h em Brasília) para examinar as conclusões da EMA.

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