Saúde

2020 foi o ano mais mortal no Brasil, aponta levantamento

No ano da pandemia de Covid-19, segundo dados de cartórios civis, a variação anual de óbitos superou média histórica

2020 foi o ano mais mortal no Brasil, aponta levantamento
2020 foi o ano mais mortal no Brasil, aponta levantamento
Visão aérea de cemitério em Manaus, no Amazonas. Foto: Michael DANTAS/AFP
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O ano de 2020 foi o mais mortal da história do Brasil, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira 18, com base no Portal da Transparência, plataforma que reúne os registros em cartórios civis de todo o país. O estudo mostra que o total de mortes no ano passado foi 8,6% maior que 2019, chegando a 1.446.871 milhão de falecimentos.

O índice em 2020 supera a média histórica de variação anual de mortes no Brasil, de 1,9% ao ano até 2019. O número pode aumentar, diz a pesquisa, porque os prazos para registros preveem um intervalo de até 15 dias entre o falecimento e o registro no Portal da Transparência, e alguns estados expandiram esse período por conta da Covid-19.

Também disparou o número de mortes causadas por doenças respiratórias. O percentual cresceu 34,9% em comparação entre os anos, passando de 442.266 para 596.678. Houve aumento de 998,4% no índice de mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Entre as doenças do coração, o maior aumento foi por causas cardiovasculares inespecíficas, de 28,8% entre os anos.

Alta de mortes em casa

Houve aumento de 22% no número de mortes em casa em 2020, em comparação com 2019. Segundo o estudo, a alta pode estar relacionada ao receio das pessoas em frequentarem hospitais e com a falta de leitos em momentos críticos da pandemia.

Fora dos hospitais, as mortes por causas respiratórias cresceram 26,9%, com alta de 710% de SRAG. Constatou-se aumento também em óbitos, nessas condições, por insuficiência respiratória (5,9%), septicemia (28,8%) e causas indeterminadas (38,7%).

Já as causas cardíacas motivaram aumento de 26,9% nos óbitos fora dos hospitais, na comparação entre 2020 e 2019. O maior aumento se deu nas causas cardiovasculares inespecíficas, de 67,8%. Segundo a pesquisa, esse aumento se justifica pela falta de assistência médica no momento do falecimento.

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