StudioCarta
Viajar sem imprevistos: o que considerar antes de embarcar
Preparação, seguros adequados e uso inteligente do cartão de crédito reduzem riscos e tornam a experiência de viagem mais previsível e segura
Viagens costumam nascer de um sonho, mas é o planejamento que faz o sonho virar realidade. A escolha do destino, organização do roteiro, checagem de documentos, malas que entram e saem da sala até a véspera da partida. Nesse processo, documentos básicos como passaporte ou documento de identidade exigem atenção redobrada. Em países do Mercosul, por exemplo, a entrada pode ser feita apenas com o RG, desde que o documento esteja em bom estado de conservação e, em geral, tenha sido emitido há menos de dez anos — uma exigência que nem sempre é conhecida pelo viajante.
Mas, mesmo com tudo em ordem, o trajeto entre a porta de casa e o hotel pode reservar surpresas. Atrasos de voos, bagagens extraviadas, emergências médicas, perda de conexão ou problemas com reservas são situações que, em maior ou menor escala, atravessam a rotina de quem cruza fronteiras todos os anos.
Com o aumento do turismo internacional e a retomada de viagens regulares, entender como funcionam seguros, assistências e benefícios ligados aos meios de pagamento se tornou parte indispensável da preparação. Isso inclui também a verificação de exigências sanitárias. Alguns países exigem vacinas específicas para entrada no território, além de certificados internacionais atualizados. Em determinados destinos, autoridades migratórias podem solicitar a comprovação de seguro-saúde, inclusive com a apólice traduzida, o que reforça a importância de organizar essa documentação antes do embarque. Não se trata de antecipar o pior, mas de reduzir o impacto de eventos que fogem do controle do viajante.
O primeiro ponto é o seguro-viagem, exigido por diversos países e recomendado mesmo quando não há obrigação formal. Ele cobre desde atendimentos médicos até custos com hospitalização, medicamentos e repatriação, além de oferecer apoio em casos de extravio de bagagem, cancelamento de viagem e atrasos longos de voos. No espaço europeu, por exemplo, os países signatários do Tratado de Schengen — acordo que permite a livre circulação entre 27 nações e elimina controles nas fronteiras internas — exigem a contratação de seguro com cobertura mínima definida para autorizar a entrada do visitante. A escolha do plano precisa considerar três fatores: o destino, o perfil da viagem e o tempo de permanência. Quem viaja com crianças, idosos ou gestantes exige uma análise mais cuidadosa das coberturas, já que limites e condições variam bastante entre seguradoras.
Outro elemento importante é a assistência em viagem, que opera de forma complementar ao seguro. Ela entra em ação quando o viajante precisa de uma orientação imediata: indicação de hospitais, suporte para continuidade da viagem, ajuda na organização de documentos perdidos, remarcações ou necessidade de tradutor. A primeira vantagem é a agilidade — em um local desconhecido, ter um atendimento disponível 24 horas pode ser decisivo. E outra vantagem é que o preço é bem acessível, sendo um dos menores custos de toda a viagem.
Também vale observar os benefícios associados a cartões de crédito, especialmente nas categorias premium. Muitos oferecem proteções automáticas quando a passagem ou parte da viagem é paga com o cartão, desde que o usuário emita o bilhete de seguro antes do embarque. As coberturas incluem despesas médicas no exterior, seguro para bagagem, reembolso em caso de atraso de voo e proteções para aluguel de veículos. Em alguns casos, esses cartões dão acesso a salas VIP em aeroportos, espaços utilizados por viajantes que buscam descansar antes do voo ou durante conexões longas. Embora esses benefícios não substituam integralmente um seguro-viagem tradicional, podem reforçar a proteção ou preencher lacunas relevantes.
Há ainda práticas simples que reduzem riscos e evitam constrangimentos. Manter cópias digitais de documentos essenciais, guardar comprovantes de embarque e etiquetas de bagagem, confirmar políticas de remarcação da companhia aérea e checar exigências de entrada do país ajudam a evitar contratempos. Conhecer costumes locais também faz diferença: em alguns países, por exemplo, não é comum ocupar mesas apenas para consumo de bebidas, havendo a exigência de pedido de prato principal do menu da casa. Situações como essa, quando desconhecidas, podem gerar atritos desnecessários.
Por fim, o viajante deve olhar para a viagem como um conjunto integrado: transporte, hospedagem, saúde, comunicação, cultura local e meios de pagamento precisam funcionar de forma coordenada. É nesse ponto que bancos e emissores de cartão oferecem soluções que reúnem parte dessas proteções em um só lugar. O Banco do Brasil, por exemplo, disponibiliza seguros, assistências e cartões que concentram esses serviços, facilitando a gestão da viagem.
Viajar continuará sendo um exercício de expectativa e descoberta. Os imprevistos não desaparecem, mas a forma como o viajante se prepara pode transformar a experiência. Entender o que cada serviço oferece, quais documentos são exigidos, como acionar cada cobertura e quais limites existem ajuda a garantir que a viagem seja lembrada pelo destino – e não pelos problemas no percurso.

