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Imagem: Ambev

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Qualidade que não se perde

Da malteação ao transporte, precisão e controle garantem que a cerveja chegue ao consumidor como foi planejada na fábrica.

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Depois da colheita, o grão de cevada deixa o campo e entra em outra etapa decisiva da cadeia: a malteação. É nesse processo que o cereal germina, seca e se transforma em malte, a base de aroma, cor e parte do sabor da cerveja. Pouca gente vê essa fase, mas é nela que começa a identidade de cada rótulo. Se o malte não sai perfeito, não há fórmula capaz de corrigir a bebida no final. 

Nas maltarias da Ambev, o processo combina escala com precisão. A operação agrícola da companhia reúne uma área de plantio equivalente a 600 mil campos de futebol, integrado entre Brasil, Argentina e Uruguai. Essa estrutura permite cerca de 1,3 milhão de toneladas de malte por ano para atender as cervejarias da Ambev em toda a América do Sul, garantindo padronização. Assim, cada lote de cerveja começa sempre com a mesma base de qualidade. No Brasil, apenas no Rio Grande do Sul, o fomento de cevada que abastece as maltarias de Passo Fundo e Porto Alegre são produzidas em média 100 mil toneladas anuais, área equivalente a cerca de 25 mil campos de futebol. 

“É impossível fazer uma boa cerveja com uma cevada ruim, mas é bem possível fazer uma cerveja ruim a partir de uma cevada boa”, afirma Felipe Baruque, vice-presidente de Suprimentos e Sustentabilidade. A frase sintetiza a lógica da cadeia: qualidade não nasce no final. Ela precisa ser protegida, etapa por etapa. 

Engenharia do sabor 

Dentro das cervejarias, a transformação de malte em cerveja vira engenharia. Água, cereais, lúpulo e levedura seguem um protocolo de controle que se repete de forma milimétrica. São 1.300 pontos de verificação que monitoram composição, temperatura, aroma, pH, pressão, microbiologia e estágio de fermentação. A intenção é simples: a cerveja que sai de uma fábrica precisa ser idêntica à de qualquer outra, no mesmo estilo e receita. 

As leveduras, responsáveis por transformar o açúcar em álcool e criar aromas característicos, são cultivadas e preservadas em condições rígidas. Cada cepa tem comportamento específico e não pode sofrer variação. O mesmo vale para o lúpulo, ingrediente que confere amargor e perfume. Mesmo quando importado, ele é armazenado e processado com controle de luminosidade, oxigênio e temperatura para manter a integridade da resina aromática.

Esse cuidado explica por que as versões sem álcool evoluíram tanto nos últimos anos. A tecnologia atual permite remover o álcool sem comprometer aroma ou equilíbrio. Por isso, rótulos como Corona Cero e Bud zero foram reconhecidos em concursos nacionais | Corona Cero, medalha de ouro em 2025, no 13º Concurso Brasileiro de Cerveja e Budweiser Zero, eleita em 2022, a melhor cerveja sem álcool do mercado pela coluna Paladar do Estadão entre marcas nacionais e internacionais. 

Imagem: Lucas Prudêncio

Qualidade que segue viagem 

Quando a cerveja está pronta, a atenção muda de lugar, mas não diminui de intensidade. Garrafas e latas passam por testes de vedação, pressão e limpeza antes de sair da fábrica. No transporte, o produto é protegido da luz direta e de variações de temperatura. Um período curto de exposição ao calor já é suficiente para alterar sabor e frescor. 

A cadeia segue com o mesmo padrão até o ponto de venda. Bares, restaurantes e distribuidores recebem orientações sobre armazenamento, rotação de estoque e temperatura ideal de serviço. Para a empresa, essa etapa é tão importante quanto o início do processo. “Do grão ao gole, tudo importa. A qualidade se apresenta nos detalhes”, reforça Baruque. 

Qualidade nos negócios 

Esse rigor não se limita aos laboratórios. A mesma lógica se aplica à relação com distribuidores, clientes e donos de bar. Volume, entrega, reposição e suporte técnico são entendidos como fatores que interferem diretamente na experiência final do consumidor. Se a cerveja chega quente, sofre oscilação de temperatura ou é armazenada de forma incorreta, toda a cadeia perde. 

A consistência também aparece nos resultados. Nos últimos sete anos, as marcas da Ambev somaram mais de 1.300 medalhas em concursos nacionais e internacionais. Original, Spaten, Colorado e Brahma estão entre as que se destacaram por equilíbrio, aroma e inovação. O desempenho reforça que a qualidade não se resume ao líquido: ela envolve logística, ciência e cuidado. 

Da fábrica ao copo 

O setor cervejeiro responde por 2% do PIB e por mais de 2 milhões de empregos diretos e indiretos. Para sustentar essa operação, a Ambev investiu R$ 10 bilhões no país nos últimos três anos, modernizando maltarias, ampliando fábricas e adotando novas tecnologias de controle e eficiência. 

O objetivo é que a cerveja chegue ao consumidor como foi planejada desde o início. Da malteação ao transporte, cada etapa precisa preservar o que foi construído no campo. Quando isso acontece, o copo servido no bar é a última confirmação de uma cadeia construída com precisão e cuidado.

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