Política

Weintraub defende controle de divisas em São Paulo para evitar ‘favelização’

O ex-ministro da Educação é pré-candidato ao governo paulista

Weintraub defende controle de divisas em São Paulo para evitar ‘favelização’
Weintraub defende controle de divisas em São Paulo para evitar ‘favelização’
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

O ex-ministro da Educação e pré-candidato ao governo paulista Abraham Weintraub defendeu um sistema de divisas no estado para combater o que chamou de “favelização”. 

A proposta foi apresentada em uma conversa fechada com apoiadores e divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo. 

“O objetivo é transformar São Paulo numa espécie de Texas. Se o País for numa direção errada, tem um porto seguro. Tem que ter alguma forma de controle. ‘Vai chegar? O que vai fazer? Vai ficar?’. Ao mesmo tempo, uma política habitacional. Não tem que tentar aliviar na favela”, teria dito o ex-ministro. 

Ele ainda afirmou que não teria como alterar a realidade vivenciada pelas comunidades. “É um ambiente que precisa acabar. Não dá pra ter favela. Não dá pra mudar uma favela. A essência da favela permite o surgimento de muita coisa errada”, afirmou.

Apesar de não ter anunciado oficialmente a sua disputa pelo cargo, Weintraub tem articulado com lideranças a candidatura. 

A postura do ex-ministro não agradou ao presidente Jair Bolsonaro, que pretende lançar candidato próprio ao governo paulista, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. 

No começo do ano, Weintraub se filiou ao Brasil 35, partido com representação baixa, contando com apenas três deputados estaduais eleitos em 2018. 

 

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo