Política

‘Vão cassar o meu registro?’, desafia Bolsonaro após novos ataques ao TSE

Presidente afirmou que decisão do ministro Edson Fachin sobre operações em comunidades é uma ‘tremenda colaboração com o narcotráfico’

Foto: Reprodução
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O presidente Jair Bolsonaro (PL) subiu novamente o tom das críticas aos integrantes do Poder Judiciário em discurso durante a abertura do 5º Fórum de Investimentos Brasil, nesta terça-feira 14.  No pronunciamento, o ex-capitão desafiou o posicionamento do Tribunal Superior Eleitoral de cassar os registros dos candidatos que disseminaram informações falsas durante o período eleitoral. 

“O que alguns querem no Brasil? Ninguém pode tudo. Por que quem duvidar do registro de voto eletrônico vai ter seu registro cassado e preso? Eu sou obrigado a confiar?”, questionou o presidente.

Bolsonaro voltou a alegar, sem provas, que houve fraude nas eleições de 2014 e 2018. 

“Posso falar que as eleições de 2014, no meu entendimento técnico, o Aécio ganhou. Com a documentação, com questões técnicas, falar para o TSE que eu ganhei em primeiro turno, não posso falar isso? Vão caçar o meu registro?”, desafiou. 

O presidente ainda voltou a defender o questionamento a decisões da Justiça. “Não podemos criticar decisão? Por que não? Quem eles pensam que são?”, seguiu o chefe do Executivo, sobre os ministros do STF.

Ao citar o julgamento da tese do marco temporal no Supremo Tribunal Federal, o presidente declarou que caso seja julgado procedente ele pode não aceitar a decisão da Corte.

“O que resta para mim uma vez o STF decidindo isso? Eu posso chamar uma reunião com o ministro Fux e entregar a chave da administração do Brasil ou falar que não vou cumprir”, ameaçou. 

O ex-capitão ainda acusou o ministro Edson Fachin, presidente do TSE, de colaborar com o tráfico organizado nas comunidades do Rio de Janeiro.

“Parabéns, ministro Fachin, tremenda colaboração com narcotráfico com a bandidagem de maneira geral”, declarou o presidente ao se referir ao despacho dado pelo ministro em 2020, que proibia operações policiais durante a pandemia de Covid-19. 

O presidente também criticou a postura do magistrado ao se reunir com embaixadores para pedir que os países reconheçam os resultados das eleições brasileiras. 

“É justo ele se reunir com 70 embaixadores e falar de forma indireta que eu estou solapando a democracia do Brasil? E pedir para quando aparecer o retrato da apuração reconhecer imediatamente o resultado das eleições?”, questionou o ex-capitão. 

 

CartaCapital
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