Política
União Brasil decide afastar Celso Sabino e inicia processo de expulsão
A decisão ocorre após o auxiliar de Lula (PT) ignorar a orientação do partido e permanecer à frente do Ministério do Turismo
Por unanimidade, a executiva nacional do União Brasil decidiu, nesta quarta-feira 8, afastar temporariamente das atividades partidárias o ministro do Turismo, Celso Sabino (PA). A decisão ocorre após o auxiliar de Lula (PT) ignorar a orientação do partido e permanecer à frente da pasta. O afastamento vale enquanto durar o processo de expulsão aberto contra ele.
Atualmente, o deputado licenciado participa das decisões partidárias a nível nacional, ocupando uma vaga na executiva nacional e outra no diretório estadual da sigla. Com a decisão desta quarta, ele não poderá mais exercer as funções nem ter acesso ao fundo partidário. A medida chancelada pela cúpula da sigla ainda determina uma intervenção no diretório do União no Pará, até então chefiado por Sabino.
Em nota, a agremiação afirmou que o União Brasil “reafirma o compromisso com a transparência de suas decisões e o respeito à vontade de seus filiados, atuando com a responsabilidade para preservar a coerência com os seus princípios e valores”.
Voz quase solitária na sua legenda na defesa da gestão petista, Sabino passou os últimos dias tentando convencer seus pares a conceder um salvo-conduto que o permitisse ficar à frente do Turismo até o final do ano.
Quando a sigla chefiada por Antonio de Rueda decidiu antecipar o desembarque do governo, fixando um prazo de 24 horas para que os filiados entregassem seus cargos, o ministro paraense procurou interlocutores e pediu mais tempo. Alegou que Lula iria à Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e tinha agendas importantes a cumprir.
Depois, esticou o prazo dado por Rueda para permanecer até a última sexta-feira. Mas, ao anunciar a demissão, recebeu de Lula um convite para participar da inauguração de obras no Pará ainda como ministro. No final de semana, porém, recuou da decisão de sair do governo após receber o apoio de colegas na Câmara.
O gesto, além de consolidar sua aproximação com o Planalto, escancarou uma divisão dentro do partido, entre dirigentes que buscam romper com o governo e uma base no Congresso Nacional cada vez mais disposta a permanecer ao lado do petista.
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