Política

TSE dá três dias para PL de Bolsonaro explicar origens do financiamento de relatório que questiona urnas eletrônicas

Corregedor da Justiça Eleitoral intimou partido a apresentar fontes de recursos usadas para pagar documento

TSE dá três dias para PL de Bolsonaro explicar origens do financiamento de relatório que questiona urnas eletrônicas
TSE dá três dias para PL de Bolsonaro explicar origens do financiamento de relatório que questiona urnas eletrônicas
Foto: Tomaz Silva/ABr
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O ministro Benedito Gonçalves, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, determinou que o PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, apresente em até três dias as fontes dos recursos usados pela legenda que serviram para custear o relatório que contesta a segurança do sistema eleitoral. 

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é desta terça-feira.

Chamado de “Resultados da Auditoria de Conformidade do PL”, o parecer que veio a público às vésperas do primeiro turno das eleições afirma haver um “quadro de atraso” no TSE em relação a “medidas de segurança da informação”, o que geraria “vulnerabilidades relevantes”. Segundo o documento, essas falhas podem “resultar em invasão interna ou externa nos sistemas eleitorais, com grave impacto nos resultados das eleições de outubro”.

No despacho dado desta terça, Gonçalves afirma que é preciso que o PL informe e comprove a fonte originária das receitas recebidas pelo partido, no exercício de 2022, que foram usados para o custeio do relatório e “demais etapas” do processo, uma vez que já somam R$ 450 mil, conforme extratos apresentados.

O corregedor também pede para que o partido de Valdemar da Costa Neto informe se o prestador de serviço contratado é o Instituto Voto Legal, do ex-coronel Carlos Rocha.

Segundo o ministro, “a despeito da obrigação legal de registro concomitante da movimentação financeira dos partidos ao longo do exercício “até o dia 6/10 de 2022”, o partido “não declarou à Justiça Eleitoral nenhuma receita recebida ou despesa realizada no Sistema de Prestação de contas anual”.

Por isso, de acordo com Gonçalves, “constata-se que não houve iniciativa do PL de informar à Justiça Eleitoral” a real origem das receitas que possam ter sido empregadas para elaborar o relatório.

O relatório segue o discurso de Bolsonaro, e de seus eleitores que defendem o voto impresso, de uma possível constatação do resultado da votação, caso perca.

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