Política

TSE cede a pressão e desconvida missão europeia para acompanhar eleições

O convite havia sido criticado pelo governo Bolsonaro e pelo Itamary

TSE cede a pressão e desconvida missão europeia para acompanhar eleições
TSE cede a pressão e desconvida missão europeia para acompanhar eleições
Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE
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O Tribunal Superior Eleitoral retirou o convite que havia sido feito em março a representantes da União Europeia para que fizessem uma visita ao País e acompanhassem as eleições de outubro. A informação é do jornal digital Nexo

O recuo teria sido motivado pelas críticas feitas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). À época, o Ministério das Relações Exteriores se posicionou contra a presença dos observadores europeus, argumentando, em nota, “não ser da tradição do Brasil ser avaliado por organização internacional da qual não faz parte”.

Outras organizações já acompanharam as eleições no País. No entanto, essa seria a primeira vez que observadores do bloco europeu atuariam no Brasil. A missão teria como objetivo verificar se as práticas adotadas pela Justiça eleitoral brasileira garantiram pleito justo e sem fraudes

Em nota encaminhada ao Nexo, a Comissão Europeia informou que não dará prosseguimento ao pedido feito em março, dadas as reservas expressas feitas pelo governo brasileiro. 

“Nessas circunstâncias, não enviaremos uma missão exploratória ao Brasil para avaliar uma possível Missão de Observação Eleitoral”. 

O desconvide à Comissão acontece em um momento tenso de embates entre o presidente Jair Bolsonaro e o TSE. 

Recentemente, o ex-capitão sugeriu que as Forças Armadas fizessem uma contagem paralela de votos e referendassem o resultado divulgado pela Corte eleitoral. 

Apesar do convite à União Europeia ter sido retirado, outros convites foram mantidos, entre eles os feitos a OEA (Organização dos Estados Americanos), o Carter Center, o Parlasul (Parlamento do Mercosul), a Ifes (Fundação Internacional para Sistemas Eleitorais) e a Uniore (União Interamericana de Organismos Eleitorais), além da Rede Eleitoral da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

 

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