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TSE abre investigação contra Bolsonaro por esquema no WhastApp

Política

O corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, Jorge Mussi, decidiu na noite desta sexta-feira 19 abrir uma investigação sobre a contratação por empresas de disparos em massa de mensagens anti-PT pelo WhatsApp. O ministro atendeu a um pedido do PT contra Jair Bolsonaro, do PSL. 

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O ministro recusou, porém, as medias cautelares solicitadas pelo partido. Não analisou o pedido de quebra do sigilo de empresas suspeitas, entre elas a rede varejista Havan, de Luciano Hang, apontado como um dos supostos compradores dos serviços de disparos em massa. O ministro também não autorizou busca e apreensão de imediato. 

Nesta sexta-feira 19, o WhatsApp enviou notificação extrajudicial para as agências Quickmobile, Yacows, Croc services e SMS Market, que oferecem o serviço de disparo de mensagens. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, elas foram contratadas para agir na semana do segundo turno da disputa presidencial. A prática pode ser enquadrada como doação empresarial, se for comprovada sua contratação por uma empresa, e como caixa dois, por não ter sido declarada. Os contratos, segundo o jornal, são de até 12 milhões de reais. 

A empresa também baniu as contas do WhatsApp associadas a essas agências. Em seu Twitter, o senador eleito Flávio Bolsonaro, filho do presidenciável, afirmou que seu WhatsApp foi “banido do nada”. “A perseguição não tem limites! Meu WhatsApp, com milhares de grupos, foi banido do NADA, sem nenhuma explicação”. Ele exigiu uma resposta oficial da plataforma. 

Na sequência, o senador eleito afirmou que sua conta no WhastApp já foi desbloqueada. Segundo ele, a própria empresa informou a Flavio Bolsonaro que o “bloqueio foi há dias”. Conforme reportagagem da BBC Brasil, o filho do presidenciável foi bandido por “comportamento de spam”, de acordo com um porta-voz da empresa. “São algoritmos inteligentes que vão percebendo padrões e melhoram com o tempo”, disse o porta-voz.

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