Política
TRF-4 revoga a prisão preventiva de Eduardo Cunha
‘Finalmente a justiça começa a ser concretizada’, disseram os advogados do ex-presidente da Câmara
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região acatou a um pedido de habeas corpus da defesa de Eduardo Cunha e revogou a prisão preventiva do ex-deputado federal. A informação foi divulgada pela CNN Brasil.
A decisão foi unânime entre os desembargadores da 8ª Turma do TRF-4, com a condição de que Cunha permaneça proibido de deixar o país. O ex-deputado possui dupla cidadania italiana.
Em outubro de 2016, o ex-presidente da Câmara havia sido preso preventivamente por decisão do então juiz Sergio Moro. No ano passado, o benefício da prisão domiciliar foi concedido em função dos riscos de contrair a Covid-19. Cunha cumpria a prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica no Rio de Janeiro.
Em nota, os advogados de Cunha, Ticiano Figueiredo, Pedro Ivo Velloso e Rafael Guedes de Castro, afirmaram que “finalmente a justiça começa a ser concretizada” e nomearam Sergio Moro como um “juiz suspeito e parcial”.
“O TRF-4 finalmente fez justiça ao ex-presidente Eduardo Cunha: ele já tinha o direito de estar em liberdade, inclusive com prazo para progressão de regime. Mas mais do que isso: nunca houve justificativa para uma prisão preventiva, e isso se torna mais grave em razão dos prazos alongados, que nada mais eram do que uma condenação disfarçada de medida cautelar.”, escreveram.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


