Desemprego cai, mas 87,1% dos trabalhadores que entraram no mercado estão sob condições de informalidade
O número equivale a 41,4% dos brasileiros que se declaram ocupados. A proporção é a maior desde 2016, quando a pesquisa começou a apurar empregadores e trabalhadores por conta própria sem CNPJ. O recorde anterior era de 41,3%, registrado no trimestre encerrado em maio.
No grupo dos trabalhadores informais, estão os trabalhadores sem carteira assinada (empregados do setor privado e domésticos), os sem CNPJ (empregadores e por conta própria) e os sem remuneração (auxiliam em trabalhos para a família).
O instituto informa que a taxa de desemprego do País caiu para 11,8%, comparado aos 12,3% em maio. Isso se deve à entrada de 684 mil trabalhadores no mercado, totalizando 93,6 milhões de brasileiros que se declaram ocupados, o maior número desde 2012.
No entanto, destes 684 mil novos trabalhadores, 87,1% estão sob condições informais. Os empregados sem carteira assinada somam 11,8 milhões, e os por conta própria, 24,3 milhões, os maiores contingentes da série histórica.
A taxa de subutilização caiu para 24,3%. A taxa de subutilização é formada por três índices: desocupados, subocupados e força de trabalho potencial. São considerados subocupados os que trabalham menos de 40 horas por semana e gostariam de trabalhar mais. A força de trabalho potencial é composta por quem gostaria de trabalhar, mas não procuraram, ou procuraram mas não estavam disponíveis para trabalhar no momento da pesquisa, como mulheres que estão fora do mercado para cuidar dos filhos.
As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).
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