Toffoli reage a discursos de Lula: “radicalismo não leva a lugar nenhum”

O presidente do STF afirmou que 'a Justiça não tolerará uma crise institucional e saberá agir a tempo e a hora'

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)

Política

O presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Dias Toffoli, reagiu aos discursos feitos pelo ex-presidente Lula após deixar a prisão na sexta-feira 8. “O Judiciário e a Justiça são feitos para a pacificação social. Se alguém quer se valer da Justiça para uma luta social, não vai conseguir. A Justiça não tolerará uma crise institucional e saberá agir a tempo e a hora”, afirmou.

O ministro ainda afirmou que “radicalismo não leva a lugar nenhum. O que se espera é que as pessoas tenham serenidade e pensem no Brasil”. O presidente do Supremo declarou, ainda, que “a nação brasileira é devedora das Forças Armadas para a construção do Brasil e para a unidade nacional, assim como o Judiciário”. E completou: “O Judiciário saberá agir no momento certo”.

Em seu primeiro discurso após deixar a prisão, Lula criticou a ação do Estado brasileiro na condução do seu caso.  “O lado podre do Estado brasileiro fez isso comigo. O lado pobre da justiça, o lado pobre do Ministério Público, o lado podre da Polícia Federal, o lado podre da Receita Federal. Trabalharam pra minimizar o PT, para minimizar o Lula”, disse o petista.

O ex-presidente também anunciou que vai iniciar uma caravana pelo Brasil contra os retrocessos do governo Bolsonaro.

Toffoli foi o responsável pelo voto de minerva do STF que permitiu a presos condenados, como Lula, aguardarem em liberdade até que todos os seus recursos sejam julgados pela Justiça, o que pode levar anos. A decisão mudou entendimento anterior da Corte pelo qual era possível o cumprimento da pena a partir da condenação em segunda instância.

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