Temer chama impeachment de golpe e diz que Lula ministro impediria o processo

Ao se referir ao processo que cassou o mandato de Dilma, Temer diz que não atuou pelo 'golpe'

O Ex-presidente Michel Temer. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Ex-presidente Michel Temer. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Política

O ex-presidente da república Michel Temer concedeu, na noite desta segunda-feira 16, uma entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Nela, o mdbista chamou o processo de impeachment da ex-presidente Dilma de golpe e afirmou que se Lula não tivesse sido barrado para se tornar ministro, ele teria conseguido derrotar o processo no Congresso.

“O pessoal dizia ‘o Temer é golpista’ e que eu teria apoiado o golpe. Diferente disso, eu jamais apoiei ou fiz empenho pelo golpe”, disse Temer.

A oposição na época se referia à cassação do mandato de Dilma como golpe, pois afirmavam que a ex-presidente não havia cometido crime de responsabilidade, como era acusada, e que o processo havia se tornado político ao invés de jurídico.

“Não imaginava que viraria presidente por essas vias” disse Temer, que em seguida foi questionado pelo jornalista Ricardo Noblat se “não havia conspirado nem um pouquinho?”. O ex-presidente reiterou que não.

A apresentadora do programa, a jornalista Daniela Lima, questionou Temer sobre o impedimento de Lula se tornar ministro. Na época, Dilma colocou Lula no comando da Casa Civil e, logo em seguida, a decisão foi barrada pelo STF.

Para Temer, caso Lula tivesse continuado no cargo, provavelmente o processo não teria passado. “Ele (Lula) tinha bom contato com o Congresso”, afirmou Temer.

O mdbista evitou fazer críticas contra o governo de Jair Bolsonaro. Ao comentar sobre o comportamento do presidente, que costuma adotar um tom informal nas declarações e tem sido criticado por não ter apreço com a liturgia do cargo, Temer se limitou a dizer que “cada um tem seu estilo”.

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Repórter do site de CartaCapital

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