Política
Tarcísio alfineta Lula após ataque de Trump a Maduro e Gleisi rebate: ‘é muito cinismo’
O governador de São Paulo afirmou que o regime venezuelano contou com ‘apoio explícito de quem insistiu em chamar um ditador de companheiro’
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais do governo federal, Gleisi Hoffmann, rebateu neste domingo 4 declarações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que celebrou o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a queda de Nicolás Maduro, a quem classificou como um “ditador” que teve apoio do presidente Lula (PT).
Em vídeo em tom de campanha publicado nas redes sociais no sábado 3, horas após a divulgação da notícia de que o governo de Donald Trump havia atacado a Venezuela e sequestrado Maduro, Tarcísio afirmou que “A Venezuela agora está vencendo a esquerda. E no final do ano, o Brasil também vence” – com referência às eleições de outubro. O governador, vale lembrar, é o candidato dos sonhos da Faria Lima ao Planalto.
No vídeo, Tarcísio afirmou que a Venezuela vivia sob uma “ditadura”, que “não cai da noite para o dia”. “Custou a liberdade de inocentes, os direitos políticos de opositores, a prosperidade da Venezuela e do seu povo. E tudo isso só foi possível ao longo do tempo porque houve conivência, omissão e até apoio explícito de quem insistiu em chamar um ditador de companheiro”, afirmou, enquanto exibia imagens de Lula ao lado de Maduro.
A resposta de Gleisi veio neste domingo, também pelas redes sociais. Em mensagem escrita, a ministra lembrou que Tarcísio demonstrou apoio explícito a Trump e comemorou a posse do hoje presidente dos EUA usando um boné com o slogan de campanha dele.
“Tarcísio Freitas, que vestiu boné do Trump, comemorou o tarifaço que ele impôs contra o Brasil, apoiou a traição de Eduardo Bolsonaro à pátria, defendeu a anistia aos golpistas condenados, agora tem o desplante de responsabilizar Lula pela invasão dos EUA à Venezuela. É muito cinismo para um bolsonarista só“, disparou Gleisi.
Ainda no sábado, a ministra da Secretaria de Relações Internacionais já tinha feito críticas ao que chamou de “euforia” de Bolsonaristas com a ação do trumpismo na Venezuela. Na ocasião, ela citou nominalmente outro governador que tenta se cacifar como o nome da extrema-direita para o Planalto: Ratinho Junior (PSD).
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