Política

Suplicy propõe espaços de uso supervisionado de drogas para reduzir danos em São Paulo

O deputado cita a ineficiência do Estado em resolver os problemas da Cracolândia, espaço que existe há mais de 30 anos no centro da capital

Suplicy propõe espaços de uso supervisionado de drogas para reduzir danos em São Paulo
Suplicy propõe espaços de uso supervisionado de drogas para reduzir danos em São Paulo
Eduardo Suplicy. Foto: Afonso Braga
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O deputado estadual de São Paulo Eduardo Suplicy (PT) protocolou um projeto de lei na Assembleia Legislativa que prevê a criação de espaços de uso supervisionado de substâncias psicoativas no estado.

Segundo a proposta, os espaços deverão atender usuários de álcool e de outras drogas em situação de vulnerabilidade.

Esses locais teriam os objetivos de reduzir os danos associados ao uso das substâncias, fomentar a inclusão social, oferecer atendimento multidisciplinar e assegurar espaços, materiais e atividades para cuidado e desenvolvimento pessoal.

As drogas não seriam oferecidas nesses espaços. Os usuários seriam acompanhados por equipes multidisciplinares em todas as etapas, incluindo triagem e avaliação inicial, orientação sobre práticas seguras e dosagem, avaliação de necessidades adicionais, intervenção em casos de emergência e encaminhamento para tratamento adicional.

Além de atendimento clínico, psicossocial, socioassistencial e jurídico, as unidades deverão ofertar banho, banheiro, lavanderia, acesso a internet e ligação telefônica, atividades culturais e esportivas monitoradas, e cursos e oficinas profissionalizantes.

Suplicy defende que os espaços funcionem como um estímulo ao tratamento por meio da redução de danos e promovam saúde pública, enquanto o projeto provoca o poder público a repensar suas estratégias em relação ao combate às drogas.

O deputado menciona a ineficiência do Estado, por exemplo, em resolver os problemas da Cracolândia, espaço que existe há mais de 30 anos no centro da capital.

“A batalha contra dependência de drogas é árdua, de modo que tratamentos que somente se baseiam na abstinência nem sempre se mostram efetivos, muito menos o emprego de repressão policial e persecução penal contra os usuários”, argumenta o petista.

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