Política
SP troca comando da Rota após alta de homicídios
Réu no massacre do Carandiru, comandante deixa a tropa depois do aumento da letalidade e das taxas de homicídio
Durou menos de dez meses a estadia do tenente-coronel Salvador Modesto Madia, réu da chacina do Carandiru, no comando da Rota. Nesta quarta-feira 26 foi anunciada a troca no comando da tropa da elite da Polícia Militar de São Paulo. Assume o lugar dele o tenente-coronel Nivaldo César Restivo.
A informação é do site da Folha de S.Paulo.
O anúncio acontece um dia após a divulgação de números sobre o aumento do número de homicídios no estado. Em agosto, foram 417 vítimas, aumento de 6% em comparação com agosto de 2011 e de 6,3% se analisado o acumulado nos oito primeiros meses do ano (são 3.109 mortos desde o começo de 2012).
Sob o comando de Madia, um dos comandantes da chacina que resultou na morte de 111 presos no presídio em 1992, a Rota elevou sua taxa de letalidade em 45% em relação a 2011, segundo levantamento da Folha de S.Paulo. O mais simbólico deles acontece no último dia 12, quando nove pessoas morreram numa chácara de Várzea Paulista (54 km de SP) num suposto confronto com a tropa.
O governo do estado defendeu a ação com o argumento de que era preciso ação firme para conter a violência. O anúncio do aumento de homicídios joga por terra o argumento: mais truculência nem sempre resulta na ampliação da segurança. Os mortos de agosto não deixam mentir.
Durou menos de dez meses a estadia do tenente-coronel Salvador Modesto Madia, réu da chacina do Carandiru, no comando da Rota. Nesta quarta-feira 26 foi anunciada a troca no comando da tropa da elite da Polícia Militar de São Paulo. Assume o lugar dele o tenente-coronel Nivaldo César Restivo.
A informação é do site da Folha de S.Paulo.
O anúncio acontece um dia após a divulgação de números sobre o aumento do número de homicídios no estado. Em agosto, foram 417 vítimas, aumento de 6% em comparação com agosto de 2011 e de 6,3% se analisado o acumulado nos oito primeiros meses do ano (são 3.109 mortos desde o começo de 2012).
Sob o comando de Madia, um dos comandantes da chacina que resultou na morte de 111 presos no presídio em 1992, a Rota elevou sua taxa de letalidade em 45% em relação a 2011, segundo levantamento da Folha de S.Paulo. O mais simbólico deles acontece no último dia 12, quando nove pessoas morreram numa chácara de Várzea Paulista (54 km de SP) num suposto confronto com a tropa.
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