Política

Simone Tebet oficializa filiação ao PSB para concorrer ao Senado em São Paulo

A ministra, que até então estava no MDB, integrará a chapa liderada pelo ex-chefe da Fazenda, Fernando Haddad (PT)

Simone Tebet oficializa filiação ao PSB para concorrer ao Senado em São Paulo
Simone Tebet oficializa filiação ao PSB para concorrer ao Senado em São Paulo
A ex-ministra Simone Tebet. Foto: Gabriela Pires/MPO
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A ministra do Planejamento, Simone Tebet, assinou sua ficha de filiação ao PSB, para disputar uma cadeira no Senado por São Paulo nas eleições deste ano. A cerimônia desta sexta-feira 27 ocorreu na Assembleia Legislativa do estado e contou com a presença de lideranças da sigla, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, a deputada federal Tabata Amaral e o ministro do Empreendedorismo Márcio França.

Tebet, que até então estava no MDB, integrará a chapa liderada pelo ex-chefe da Fazenda, Fernando Haddad (PT). A escolha da ministra busca reduzir a influência do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no maior colégio eleitoral do País.

O evento ressaltou a participação da ministra na campanha petista em 2022 como um gesto pela democracia, além de enfatizar seu trabalho no governo. “Vamos ter, este ano, uma escolha entre quem respeita o povo e quer democracia e quem gosta de ditadura, que é mandar no povo”, declarou Alckmin.

Em seu discurso, Tebet ressaltou que nada é fácil para mulher na política. “Sou uma brasileira forjada num berço religioso. Ninguém é feliz vendo a infelicidade alheia, esse é o grande legado que eu recebo da minha mãe. E meu pai me ensinou que política é missão”, afirmou. Além disso, disse ter aceitado concorrer a presidente, quatro anos atrás, mesmo sabendo que perderia, porque queria ser uma voz ativa contra Jair Bolsonaro.

“A nossa grande missão é resgatar a esperança do povo brasileiro e dizer que hoje nós temos um governo que faz todo o esforço para realizar sonhos”, completou.

Simone Tebet construiu a carreira política no Mato Grosso do Sul, onde foi vice-governadora, senadora e deputada estadual, além de prefeita da sua cidade natal, Três Lagoas, divisa com o estado de São Paulo.

Ela integrava as fileiras do MDB desde 1997. Nesse meio tempo, adotou posições contrárias ao PT, como ao votar pelo impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2016, e defender a aprovação de reformas e outras pautas econômicas liberais.

A ministra, porém, se aproximou da esquerda durante o governo Bolsonaro por se posicionar contra a gestão do ex-capitão em relação à pandemia de Covid-19. Ela trocou de domicílio eleitoral para São Paulo para disputar o pleito de outubro.

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