Política

Servidores do Ibama condenam aprovação de plano da Petrobras na Foz do Amazonas: ‘Decisão política’

Ameaçado no cargo, Rodrigo Agostinho assinou plano da estatal que acelera exploração na região da Margem Equatorial

Servidores do Ibama condenam aprovação de plano da Petrobras na Foz do Amazonas: ‘Decisão política’
Servidores do Ibama condenam aprovação de plano da Petrobras na Foz do Amazonas: ‘Decisão política’
Foto: Ibama/Divulgação
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A aprovação pelo Ibama do Plano de Proteção e Atendimento à Fauna Oleada (PPAF), apresentado pela Petrobras para exploração na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, provocou reação de servidores do próprio órgão ambiental. 

Em nota divulgada nesta terça-feira 20, a Ascema (Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente) manifestou “profundo protesto e indignação” diante da decisão, que classificou como uma “ruptura com os pareceres técnicos da casa” e um “grave retrocesso institucional”.

O aval ao plano da estatal foi emitido na segunda 19, mesmo após a área técnica do Ibama ter apontado falhas no documento. Segundo o parecer, o plano de emergência apresentado pela Petrobras não garante condições mínimas para conter um eventual vazamento de óleo na região. 

Apesar dos alertas, o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, aprovou o conceito do plano, autorizando a passagem para a última etapa do processo de licenciamento: a Avaliação Pré-Operacional (APO), uma simulação de resposta emergencial in loco que será conduzida pela Petrobras.

A Ascema critica o conteúdo da decisão e a forma de como foi tomada. A associação afirma que houve um “verniz técnico” para dar aparência de respaldo científico a uma escolha motivada por pressões externas. 

“Repudiamos tal modo de operação, lembrando que expedientes similares foram empregados no passado para emissão de licenças ambientais controversas e que se revelaram catastróficas quando da implementação dos empreendimentos”, afirma a entidade.

A substituição do conhecimento técnico por decisões de cunho político ou administrativo fragiliza a credibilidade institucional do Ibama e representa grave retrocesso na proteção socioambiental do país”, diz a Ascema

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