Servidores de SP só receberão 13º e férias em dezembro, determina Doria

Medidas foram tomadas após o governo de São Paulo deixar de arrecadar R$ 10 bilhões em 90 dias

Entrevista coletiva do governo estadual de São Paulo. Foto: Governo de São Paulo/Flickr

Entrevista coletiva do governo estadual de São Paulo. Foto: Governo de São Paulo/Flickr

Política

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou nesta terça-feira 14 que os servidores públicos do estado só receberão o 13º salário e as férias no mês de dezembro deste ano. A mudança faz parte de um plano de contenção de despesas por causa do estado de calamidade pública motivado pela pandemia do coronavírus.

Até então os profissionais recebiam parte do 13º no mês do aniversário e o valor das férias no mês escolhido para o descanso.

Outros pontos anunciados são a paralisação dos concursos públicos, as nomeações para cargos e a contratação de estagiários. O decreto ainda suspende a fixação de metas e a realização de avaliações referentes a bonificações e participações nos resultados que possam gerar despesas.

 

Todas essas medidas não se aplicam aos funcionários da Secretaria da Saúde e do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, além dos servidores das universidades públicas estaduais, mas o governador recomendou que as instituições de ensino adotem medidas de contenção de despesas.

Essas alterações foram feitas após o governo de SP deixar de arrecadar R$ 10 bilhões em 90 dias. Doria afirmou que a intenção do governo é preservar os empregos e garantir estabilidade nesse momento de crise.

Quando questionado sobre corte de salário, o secretário de governo e vice-governador, Rodrigo Garcia, afirmou que isso cabe ao governo federal.  “O que cabe ao estado foi feito. A redução ou corte de salários é uma decisão que vem do executivo federal”, afirmou.

Novos testes

O governador paulista João Doria (PSDB) anunciou ainda a chegada de 725 mil testes para coronavírus trazidos da Coreia do Sul. Segundo ele, essa é a primeira parte de um lote que totalizará 1,3 milhão de testes, por um custo de R$ 85 milhões.

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