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Serra apresenta programa de governo, mas foca em críticas a Haddad

Política

O candidato tucano à prefeitura de São Paulo, José Serra, lançou seu programa de governo em evento numa sala de cinema na avenida Paulista na noite de segunda-feira 15. Serra, porém, falou pouco sobre suas propostas no evento. Ele e seus aliados passaram a maior parte do seu tempo criticando o seu adversário no segundo turno, Fernando Haddad (PT).

A apresentação foi feita quase dois meses após o evento similar de Haddad. Serra não apresentou nenhum projeto como prioritário, ao contrário de Haddad, que focou seu programa no projeto de descentralização de empregos batizado de “arco do futuro”. Mesmo assim, Serra falou da necessidade de estabelecer prioridades em uma cidade como São Paulo. “Prioridade é uma questão difícil de obedecer no governo, mas prioritária para nós”.

Serra foi questionado por Haddad por não ter um programa de governo ao longo da campanha. Em entrevistas, chegou a dizer que a apresentação do programa era uma “pauta petista”. No evento, ele tentou minimizar a demora e repetiu um raciocínio já usado em outros momentos da eleição. “O Brizola dizia uma coisa que é verdadeira: programa compra-se pela internet. Faz uns grupos, sujeitos escrevem, candidato fica se informando sem saber direito do que está tratando. Programa é assim: não vale muito no Brasil. E é chique”, disse Serra. “a gente deve lembrar que o PT ganhou prestigio porque não cumpriu o programa em 2002.”

O tucano, que levou o julgamento do chamado “mensalão” ao horário eleitoral, disse que não faz ataques pessoais a Haddad, mas “comparações”. “A simples contestação de uma ideia já é considerado (pelo PT) um ataque pessoal, uma coisa grave.”

Aloysio Nunes: programa de Haddad é “suprassumo do lugar comum”

Os discursos anteriores ao de Serra também foram ocupados por críticas a Haddad. O senador Aloysio Nunes disse que teve a tarefa de ler o programa do seu adversário e gastou seu tempo para criticá-lo.

Segundo ele, o programa de governo petista é um “oceano que vocês atravessam com as canelas” e o “suprassumo do lugar comum, politicamente correto e com formulações vagas”.

O senador disse que Haddad quer “desorganizar o sistema de saúde”, devido às suas críticas à concessão de serviços a organizações sociais na capital. Aloysio diz também que Haddad propõe que os professores obedeçam o piso nacional, de 1.400 reais, mas o piso municipal já seria de 2.600 reais.

O senador ainda lembrou do julgamento do “mensalão” no Supremo Tribunal Federal. “Quem disse qual é o programa do PT é o José Dirceu”. Segundo ele, a eleição de São Paulo tem funcionado como “embargos de declaração” para adiar os efeitos do julgamento.

O candidato à vice na chapa de Serra, Alexandre Schneider, o prefeito Gilberto Kassab e o governador Geraldo Alckmin também discursaram no evento criticando os petistas.

No evento, foi distribuída uma brochura de 62 páginas com propostas não hierarquizadas e divididas por áreas. Segundo os tucanos ouvidos pela reportagem, trata-se de uma compilação das propostas que haviam sido feitas pelo candidato ao longos últimos meses e elaboradas por uma equipe que abrange 2.200 pessoas.

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A apresentação foi feita quase dois meses após o evento similar de Haddad. Serra não apresentou nenhum projeto como prioritário, ao contrário de Haddad, que focou seu programa no projeto de descentralização de empregos batizado de “arco do futuro”. Mesmo assim, Serra falou da necessidade de estabelecer prioridades em uma cidade como São Paulo. “Prioridade é uma questão difícil de obedecer no governo, mas prioritária para nós”.

Serra foi questionado por Haddad por não ter um programa de governo ao longo da campanha. Em entrevistas, chegou a dizer que a apresentação do programa era uma “pauta petista”. No evento, ele tentou minimizar a demora e repetiu um raciocínio já usado em outros momentos da eleição. “O Brizola dizia uma coisa que é verdadeira: programa compra-se pela internet. Faz uns grupos, sujeitos escrevem, candidato fica se informando sem saber direito do que está tratando. Programa é assim: não vale muito no Brasil. E é chique”, disse Serra. “a gente deve lembrar que o PT ganhou prestigio porque não cumpriu o programa em 2002.”

O tucano, que levou o julgamento do chamado “mensalão” ao horário eleitoral, disse que não faz ataques pessoais a Haddad, mas “comparações”. “A simples contestação de uma ideia já é considerado (pelo PT) um ataque pessoal, uma coisa grave.”

Aloysio Nunes: programa de Haddad é “suprassumo do lugar comum”

Os discursos anteriores ao de Serra também foram ocupados por críticas a Haddad. O senador Aloysio Nunes disse que teve a tarefa de ler o programa do seu adversário e gastou seu tempo para criticá-lo.

Segundo ele, o programa de governo petista é um “oceano que vocês atravessam com as canelas” e o “suprassumo do lugar comum, politicamente correto e com formulações vagas”.

O senador disse que Haddad quer “desorganizar o sistema de saúde”, devido às suas críticas à concessão de serviços a organizações sociais na capital. Aloysio diz também que Haddad propõe que os professores obedeçam o piso nacional, de 1.400 reais, mas o piso municipal já seria de 2.600 reais.

O senador ainda lembrou do julgamento do “mensalão” no Supremo Tribunal Federal. “Quem disse qual é o programa do PT é o José Dirceu”. Segundo ele, a eleição de São Paulo tem funcionado como “embargos de declaração” para adiar os efeitos do julgamento.

O candidato à vice na chapa de Serra, Alexandre Schneider, o prefeito Gilberto Kassab e o governador Geraldo Alckmin também discursaram no evento criticando os petistas.

No evento, foi distribuída uma brochura de 62 páginas com propostas não hierarquizadas e divididas por áreas. Segundo os tucanos ouvidos pela reportagem, trata-se de uma compilação das propostas que haviam sido feitas pelo candidato ao longos últimos meses e elaboradas por uma equipe que abrange 2.200 pessoas.

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