Política
PSDB foi beneficiado por desvios da Petrobras, diz empresário
Segundo jornal, Leonardo Meirelles, dono de um laboratório usado para lavagem de dinheiro, disse que políticos tucanos podem ter recebido dinheiro do esquema de corrupção
Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB, morto neste ano, não foi o único tucano a receber dinheiro da Petrobras. É o que afirmou o empresário Leonardo Meirelles, um dos donos do Labogen, laboratório usado pelo doleiro Alberto Youssef para lavar dinheiro ilegal, segundo o jornal O Globo.
Meirelles, cujo laboratório foi usado para mandar aproximadamente US$ 130 milhões para o exterior a partir de falsos contratos de importação e exportação, disse acreditar que “o PSDB e eventualmente algum padrinho político do passado e provável conterrâneo ou da região do senhor Alberto” foram beneficiados nos desvios de dinheiro da Petrobras.
A declaração foi feita pelo empresário em audiência na 13ª Vara da Justiça Federal, em Curitiba, presidida pelo juiz Sérgio Moro, responsável por todos os inquéritos envolvendo a Operação Lava-Jato da Polícia Federal. Presos pela PF, Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa assinaram acordos de delação premiada em troca de benefícios.
Em um de seus depoimentos, Costa disse que Sergio Guerra recebeu 10 milhões de reais de propina da empreiteira Queiroz Galvão para ajudar a abafar uma CPI que investigava irregularidades em obras contratadas pela Petrobras.
Meirelles disse ainda ter presenciado uma conversa por telefone entre o ex-presidente do PSDB e Youssef, na qual eles trataram de “um ajuste” sobre “coisas do passado”. Meirelles não citou nomes de políticos beneficiados dentro dos partidos a pedido de Sergio Moro. Se fizesse isso, o magistrado seria obrigado a remeter o caso para o Supremo Tribunal Federal, uma vez que alguns dos envolvidos, por terem cargos públicos eletivos, poderiam ter direito a foro privilegiado.
Sergio Guerra morreu em março deste ano. Ele foi substituído na presidência do PSDB pelo senador e agora candidato à Presidência Aécio Neves.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


