Política

Senado deve retomar votação de projeto que reduz prazos de inelegibilidade

Texto de autoria da deputada Dani Cunha (União-RJ) unifica regra em oito anos e pode ter efeito imediato em condenações já em curso; proposta divide senadores sobre alcance da Ficha Limpa

Senado deve retomar votação de projeto que reduz prazos de inelegibilidade
Senado deve retomar votação de projeto que reduz prazos de inelegibilidade
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
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O Senado deve votar na terça-feira 26 o projeto de lei complementar da deputada Dani Cunha (União-RJ) que altera os prazos de inelegibilidade de políticos condenados. A proposta, já aprovada pela Câmara em 2023, é considerada parte da chamada “minirreforma eleitoral” e tem gerado intensos debates entre os congressistas.

Atualmente, condenados ficam impedidos de disputar eleições por oito anos mais o tempo restante do mandato que exerciam no momento da condenação. O projeto muda essa regra, fixando um prazo único de oito anos, contado a partir de diferentes marcos legais: a decisão que decreta a perda do mandato; a eleição em que ocorreu abuso de poder; a condenação por órgão colegiado; ou a renúncia ao cargo.

Outro ponto importante é que o tempo entre a condenação em órgão colegiado e o trânsito em julgado passaria a ser descontado do prazo de inelegibilidade, o que tende a reduzir o afastamento de parte dos políticos. Além disso, o texto prevê que as mudanças entrem em vigor imediatamente, inclusive para casos já em andamento.

Se for aprovado sem alterações, o projeto seguirá para sanção presidencial. A expectativa é de votação apertada, já que a proposta é vista por alguns senadores como um ajuste necessário para dar maior “segurança jurídica”, enquanto outros avaliam que pode significar uma flexibilização da Lei da Ficha Limpa.

O texto quase foi votado em 18 de março deste ano, mas acabou retirado da pauta por falta de consenso.

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