Economia
Senado aprova projeto que retoma parte da MP do IOF
O texto, que institui o Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial, vai à sanção do presidente Lula (PT)
O Senado aprovou, nesta terça-feira 18, a proposta que cria o Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (Rearp). O texto autoriza a atualização do valor de imóveis e veículos no Imposto de Renda e incorpora medidas que originalmente estavam previstas na MP do IOF, que perdeu a validade em outubro.
Foram incluídos no substitutivo restrições a compensações tributárias, a revisão de regras do Programa Pé-de-Meia, o ajuste no prazo do auxílio-doença por análise documental (Atestmed) e limites à compensação previdenciária entre regimes. A principal medida é a de delimitação das hipóteses de compensação não declarada de PIS/Cofins, com o objetivo de combater fraudes tributárias.
Como o projeto foi aprovado na Câmara no fim de outubro, o texto vai agora à sanção do presidente Lula (PT). O impacto estimado dessas medidas é de um aumento na arrecadação de cerca de 19 bilhões de reais.
Como vai funcionar o Rearp
O substitutivo prevê que a atualização acarretará cobrança de 4% sobre a diferença entre o valor declarado e o valor de mercado no caso de pessoas físicas, em substituição ao Imposto sobre Ganho de Capital, que varia de 15% a 22,5%. Para pessoas jurídicas, as alíquotas serão de 4,8% de IRPJ e 3,2% de CSLL.
De acordo com a proposta, o valor atualizado passa a valer como novo custo de aquisição em vendas futuras. Quanto à regularização, o texto prevê:
- Multa de 100% do imposto devido;
- redução do prazo de adesão de 210 para 90 dias; e o
- parcelamento máximo de 24 meses.
O substitutivo também reduz o período mínimo de manutenção dos bens atualizados e permite a atualização de patrimônio localizado no exterior.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Senado aprova voto de censura a chanceler alemão por declaração sobre Belém
Por CartaCapital
COP30: Senador dos EUA alerta para danos econômicos com atraso na transição energética
Por AFP



