CartaExpressa

Sem sinal de recuo dos EUA, Planalto prioriza tentativas de adiar o ‘tarifaço’ de Trump

O objetivo, sinalizam assessores, é ganhar tempo para evitar uma crise tarifária ainda maior

Sem sinal de recuo dos EUA, Planalto prioriza tentativas de adiar o ‘tarifaço’ de Trump
Sem sinal de recuo dos EUA, Planalto prioriza tentativas de adiar o ‘tarifaço’ de Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

Diante da iminente entrada em vigor do tarifaço de 50% anunciado pelos Estados Unidos, o governo Lula (PT) já admite que a solução possível é, na realidade, será adiar as tarifas. Apesar dos apelos feitos por canais diplomáticos, não houve até agora qualquer sinal de disposição do governo Donald Trump para retomar o diálogo com o Planalto.

Assessores próximos ao presidente Lula já admitem, nos bastidores, que a prioridade passou a ser o adiamento do início das tarifas, previsto para odia 1º de agosto. Um recuo completo por parte de Trump, avaliam, se tornou improvável – e o tempo extra poderia ser usado para buscar saídas sem escalar o conflito.

A decisão dos Estados Unidos de endurecer a política comercial ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre o país e o Brasil. A situação ficou ainda mais complicada com a decisão de sustar os vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal vistos como aliados de Alexandre de Moraes. 

Dentro do Itamaraty, a percepção é de que a chance de reversão imediata é quase nula, e por isso o governo trabalha em alternativas para mitigar os efeitos econômicos das tarifas. A aposta agora é que um eventual adiamento do prazo permita reduzir o clima de confronto e, quem sabe, reabrir espaço para uma negociação mais racional nas próximas semanas.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo