Política

Secretaria afasta direção de presídio após visitas irregulares a Daniel Silveira

Em 4 de junho, o ex-deputado teria recebido o Major Elitusalem Gomes, vereador do Rio de Janeiro, sem registro no livro da unidade prisional

Secretaria afasta direção de presídio após visitas irregulares a Daniel Silveira
Secretaria afasta direção de presídio após visitas irregulares a Daniel Silveira
O ex-deputado federal Daniel Silveira. Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
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A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) do Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira 15 que afastou a direção da Colônia Agrícola Marco Aurélio de Mattos, em Magé, após a denúncia de que o ex-deputado federal Daniel Silveira recebeu visitas em dias e horários diferentes dos demais aprisionados e sem a comunicação prévia ao Supremo Tribunal Federal.

Após o caso chegar ao gabinete de Alexandre de Moraes, o ministro determinou que secretaria forneça imagens de seu setor de monitoramento para confirmar visitas irregulares ao ex-deputado. Segundo a pasta, a entrada dos visitantes foi sem autorização da secretaria e a diretoria foi afastada no dia 4 de setembro – dias após o caso entrar na mira de Moraes.

“A Seap reuniu o material bruto de videomonitoramento para atender à solicitação do STF e aguarda o ofício oficial da Corte para envio dos arquivos”, disse a secretaria, em nota.

Em 4 de junho, o ex-deputado teria recebido o Major Elitusalem Gomes, vereador do Rio de Janeiro, sem registro no livro da unidade prisional. Também há menções a visitas do tenente-coronel Guilherme Costa de Souza Moraes, secretário de Proteção e Defesa Civil de Petrópolis, em 23 de junho, e do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), um dia depois.

O STF condenou Daniel Silveira em 2022 a 8 anos e 9 meses de prisão por ameaça ao Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo. A pena chegou a ser perdoada por Jair Bolsonaro (PL), mas a Corte também anulou o indulto.

Três dias depois, notificado sobre o descumprimento de outras ordens, o ministro revogou o livramento e mandou Silveira voltar à prisão. No semiaberto, o bolsonarista voltou a trabalhar na colônia agrícola, onde detentos participam de um projeto de plantio de árvores nativas da Mata Atlântica.

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