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"Se a reforma da Previdência não sair, tchau Bolsa Família", ameaça o PMDB

por Redação — publicado 03/03/2017 17h12, última modificação 03/03/2017 17h54
Diante da elevada rejeição às mudanças nas regras da aposentadoria, o partido de Temer apela para o "terrorismo" nas redes sociais
Antônio Cruz / Agência Brasil
Meirelles e Temer

Meirelles e Temer entram na guerrilha virtual para salvar a reforma da Previdência

O PMDB lançou, nesta sexta-feira 3, uma agressiva campanha em defesa do projeto do governo para alterar as regras da aposentadoria. “Se a reforma da Previdência não sair, tchau Bolsa Família, adeus Fies, sem novas estradas, acabam programas sociais”, ameaça um post publicado pelo partido de Michel Temer no Facebook.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, o material foi produzido pela agência Benjamim Digital, do marqueteiro Lula Guimarães. Ele liderou a comunicação da campanha do tucano João Doria em São Paulo, nas eleições de 2016, e depois foi contratado pelo PMDB.

A iniciativa foi tomada após o Palácio do Planalto detectar forte resistência à reforma no Congresso. Além disso, uma pesquisa encomendada pelo governo revelou que a ampla maioria dos entrevistados manifestou-se contra a exigência de 49 anos de contribuição para o trabalhador ter direito à aposentadoria integral, noticiou recentemente a coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

De acordo com um levantamento divulgado pelo Serviço de Proteção ao Crédito e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas  em janeiro, 53,8% dos brasileiros são contrários às mudanças propostas pela equipe de Temer para a aposentadoria. A rejeição às mudanças vem principalmente das mulheres, que correspondem a 60,1% dos insatisfeitos com a reforma.

A pesquisa ouviu 606 pessoas residentes em todas as capitais do Brasil, com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e todas as classes sociais. A margem de erro é de 4 pontos percentuais e a margem de confiança de 95%.

Confira a postagem do PMDB no Facebook:

As reações à agressiva campanha governista nas redes não tardaram. O PSOL tomou a iniciativa de "corrigir" o meme, como divulgou o deputado estadual Marcelo Freixo (RJ):