Política

Ricardo Salles se reunirá com instituto que nega aquecimento global

Agenda de ministro nos Estados Unidos inclui encontro com membros de entidade contrária ao Acordo de Paris, diz jornal

Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Apoie Siga-nos no

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, deve se reunir com representantes de um grupo que faz oposição ao consenso entre cientistas sobre o aquecimento global. O encontro deve ocorrer em 19 de setembro, mas a pauta não foi divulgada. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

Segundo a publicação, a agenda do ministro inclui uma reunião com integrantes do Competitive Enterprise Institute (CEI) na sede da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, em Washington.

O CEI se intitula como entidade que “questiona o alarmismo sobre o aquecimento global” e “opõe-se ao Acordo do Clima de Paris, protocolo de Kyoto” e a regulação para reduzir a emissão de gases do efeito estufa.

Em texto divulgado em 10 de julho, o instituto afirmou ter enviado uma petição à Nasa para que fosse removida, do website da agência espacial, uma publicação que diz que 97% dos cientistas concordam que humanos são responsáveis pelo aquecimento global.

Outra postagem da entidade, de 1 de junho, enumera cinco vantagens para que os Estados Unidos se afastem do Acordo de Paris, tratado aprovado por 195 países que tem como objetivo a redução de gases do efeito estufa.

Na segunda-feira 9, Salles afirmou que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) não promoveu nenhuma ação de desmonte ambiental e exaltou a permanência do Brasil no acordo firmado na França. A declaração ocorreu em evento a empresários, em São Paulo.

“Essa imagem é absolutamente irrealista, os fatos não sustentam essas versões. Não houve nenhuma medida de desmonte ambiental. O Brasil segue fazendo todas as medidas de cuidado que antes fazia”, disse o ministro.

O encontro de Salles com os membros do CEI está agendado para dias antes da Climate Week, maior foro de discussões sobre o combate às mudanças climáticas. O evento será realizado em Nova York.

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo