Política

Relator confirma o fim da CPI do Crime Organizado e critica Alcolumbre

O senador Alessandro Vieira afirmou que o presidente do Congresso ‘presta um grande desserviço’

Relator confirma o fim da CPI do Crime Organizado e critica Alcolumbre
Relator confirma o fim da CPI do Crime Organizado e critica Alcolumbre
Relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), concede entrevista e fala sobre o encerramento da comissão. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
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Relator da CPI do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta terça-feira 7 que a Casa Alta não prorrogará os trabalhos do colegiado e anunciou que apresentará seu parecer na próxima terça 14, data-limite para o encerramento.

O parlamentar confirmou o desfecho da CPI após uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Segundo Vieira, Alcolumbre atribuiu a decisão aos problemas que a comissão poderia causar em ano eleitoral. “É uma decisão unilateral do presidente que não tem a nossa concordância. É óbvio que a gente não concorda com esse posicionamento. Eu entendo que o presidente presta um grande desserviço. Infelizmente não teremos tempo.”

Apesar da decisão, o relator descartou, neste momento, recorrer ao Supremo Tribunal Federal para tentar garantir a extensão dos trabalhos. “Já tem jurisprudência firmada e foi reafirmada quando negaram a prorrogação da CPMI do INSS. Vamos testemunhar agora para saber se o Supremo vai rasgar mais esse pedaço da Constituição. Vamos jogar pelas regras.”

Vieira apresentou o pedido de prorrogação nesta segunda-feira 6, com o apoio de 28 senadores. O relator afirmou no documento que o colegiado reuniu um “volume monumental” de documentos para analisar e que seria necessário mais tempo para cruzar os dados e ouvir investigados e testemunhas.

O grupo também também argumentou que a comissão não teve tempo suficiente para concluir um diagnóstico sobre a atuação de facções e milícias em diversos estados. O relator queria ouvir ainda governadores e secretários de Segurança Pública de diferentes regiões. Em outra frente, a prorrogação era considerada necessária para dar continuidade à investigação sobre o Caso Master, apontado como um dos eixos mais sensíveis da CPI.

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